Após quatro anos de soberania, as primeiras rodadas do Campeonato Italiano dão à Juventus a sensação de que o desafio de conquistar o quinto título consecutivo será mais difícil. Em reformulação com as saídas de jogadores essenciais, como Tevez, Vidal e Pirlo, o time de Turim perdeu as duas primeiras rodadas da Serie A pela primeira vez na história. E neste domingo, foi totalmente dominada por uma Roma que manteve a sua espinha dorsal, reforçou-se bem em várias posições e ganhou por 2 a 1.
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A Roma foi melhor em todos os atributos. Chutou três vezes mais a gol (18 a 6), teve 65% de posse de bola, acertou mais passes, deu mais dribles, desarmou mais vezes e encurralou a adversária durante a maior parte do jogo. Já poderia ter construído o placar no primeiro tempo, mas finalizações sem capricho combinadas com defesas de Buffon evitaram que isso acontecesse.
Uma hora de jogo havia se passado, e a torcida da Roma já temia que uma grande oportunidade de derrotar o principal time da Itália pela primeira vez desde 2013 na Serie A fosse desperdiçada. Eis que apareceu Pjanic com uma cobrança de falta perfeita para modificar o placar e fazer justiça ao que acontecia em campo. Dzeko, de cabeça, ampliou, em um chutão para dentro da área que a defesa da Juventus, mais uma vez com três zagueiros, como na época de Antonio Conte, não conseguiu cortar.
Mas a Juventus não foi tetracampeã à toa. Ainda tem grandes jogadores e muito brio. Foi para cima da Roma nos minutos finais em busca de um milagre, e ele quase aconteceu. Dybala descontou a três minutos do fim. O Estádio Olímpico ficou tenso. Escanteio cobrado na área, Bonucci cabeceou para o chão e Szczesny fez seu primeiro milagre com a camisa da Roma para evitar um castigo que seria grande demais para o melhor time em campo.
Spectacular Szczesny save helps #ASRoma to win 2-1 vs #Juve #afc pic.twitter.com/EjtFvi4Qq2
— Judge Me Next May.. (@GzaDaRambler) August 30, 2015
O campeonato ainda está no começo, há 36 rodadas pela frente, e a Juventus passa por dificuldades. Depois de finalmente chegar à final da Champions League, a grande cobrança durante esse período de domínio, a realidade é outra no momento, a não ser que Allegri consiga encaixar as suas peças em tempo recorde. Do contrário, a briga pelo título está mais aberta, e nesse vácuo, a Roma pode aproveitar.



