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Nos 38 anos de Gattuso, sua melhor história: O sonho de infância realizado em uma peixaria

Gennaro Gattuso construiu sua trajetória no futebol de uma maneira muito peculiar. O volante fez fama pelo jogo bruto dentro de campo, sem aliviar os adversários, mas também essencial para proteger defensivamente o esquadrão que o Milan contava nos anos 2000. Com a força do cão de guarda, os rossoneri conquistaram duas Champions, enquanto a Itália também contou com os seus serviços para ganhar a Copa de 2006. Entretanto, acima do brucutu, Gattuso é um grande personagem. Especialmente pela paixão expressa em suas atitudes, em suas palavras. Um raro jogador de futebol autêntico, cujo sonho de infância, na verdade, não era exatamente o de jogar futebol por um grande clube.

Em 2010, vários amigos de Gattuso se reuniram em Milão para celebrar a sua conquista. Beckham e Ronaldinho participaram da inauguração do empreendimento do meio-campista, que ainda seguia na ativa. O italiano inaugurou uma peixaria, a “Gattuso e Bianchi”, junto com um amigo cozinheiro. Assim, cumpria os seus planos de criança, quando imaginava ser um pescador.

“Algumas pessoas podem rir, mas isso é um sonho se tornando realidade para mim. Meu sonho de infância sempre foi o de ser pescador, mas os eventos da vida acabaram me levando a outras direções. Eu, felizmente, acabei me tornando jogador de futebol. Mas os peixes… Eu amo peixe fresco. Adoro vê-lo, tocá-lo e, lógico, comê-lo. É uma paixão que eu tenho desde a infância e é por isso que quis iniciar esta aventura com meu amigo Bianchi”, afirmou Gattuso, na época. O veterano nasceu em Corigliano Calabro, uma cidade próxima à costa no sul da Itália, o que ajuda a explicar um pouco os seus sonhos.

Neste sábado, Gattuso completa 38 anos, ainda tentando firmar a sua paixão no futebol como treinador. Depois da famosa passagem pelo OFI Creta, o ex-volante atualmente trabalha no tradicional Pisa, que milita na terceira divisão italiana. Carreira modesta, que talvez não dê certo. Mas que não é sua única alternativa, graças à peixaria em Milão. Uma pequena história que serve para lembrar a figuraça que Rino sempre foi no futebol.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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