Mahrez: “Eu sei que a Roma se interessou, mas nada ainda foi aceito, há pouco que eu possa fazer”
O destino de Riyad Mahrez se desenha como uma das principais histórias a serem contadas neste último mês de janela de transferências. O argelino não desfruta do mesmo moral de quando foi um dos protagonistas na conquista da Premier League, mas segue com mercado aberto. Após brilhar com o Leicester também na inédita participação na Liga dos Campeões, o meia manifestou o seu interesse em procurar um novo clube. E as Raposas não fazem qualquer objeção ao desejo, desde que o comprador atenda as demandas financeiras exigidas por seus donos. Querem €40 milhões pelo meia.
Inicialmente vinculado ao Barcelona e a outros clubes de primeira linha da Inglaterra, Mahrez parece mais próximo de se transferir à Roma. Os giallorossi já fizeram proposta ao Leicester pelo argelino. Contudo, os dois clubes ainda não chegaram a um denominador comum – segundo a imprensa italiana, a oferta romanista gira em torno de €35 milhões. Diante do cenário, Mahrez não esconde a sua vontade de se mudar à capital italiana, embora siga consciente de seu compromisso no Estádio King Power.
“Eu sei que a Roma se interessou, mas nada ainda foi aceito, então há pouco que eu possa fazer. É um grande clube e eu gostaria de conversar com eles, mas não posso fazer isso até que o Leicester aceite a proposta. O Leicester conhece meus desejos, mas eu continuarei a dar o meu melhor ao clube, como sempre fiz. Obviamente, fico lisonjeado pela sondagem, mas não falei com ninguém, assim como não há nada acertado. Ainda temos um mês na janela de transferências, veremos o que acontecerá”, afirmou, em entrevista à Sky Sports.
A postura de Mahrez pode não ter nada de extraordinária, e até parecer uma “cavada”, mas merece o devido reconhecimento. Em um futebol cada vez mais cercado de hipocrisia e desconversas, o argelino foi direto. Não esconde da imprensa, do clube e dos torcedores o seu desejo de sair. Apesar disso, demonstra também consideração aos interesses do Leicester, não apenas aos seus. Até o momento, pela maneira como vem agindo, não parece de seu feitio forçar a transferência ou fazer corpo mole em campo. Se o rendimento, de fato, caiu durante a última campanha na Premier League, não se pode negar ainda assim a preponderância do meia dentro da equipe. A franqueza e a ética do camisa 26 deveriam ser inerentes ao futebol. Infelizmente, prevalecem os fingimentos.



