Cutrone: “Eu tinha pôsteres de Inzaghi e Borriello na parede e via vídeos de Weah e Van Basten”
O atacante Patrick Cutrone foi uma grata surpresa do Milan na temporada passada, 2018/19. Seu contrato estava no fim, mas na pré-temporada ele surpreendeu e acabou se tornando uma opção importante no ataque. Só que o jogador, de 21 anos, não ficou para esta temporada. De forma surpreendente, foi vendido para o Wolverhampton, da Inglaterra. Deixou o Milan, mas ele deixou claro que o clube de Milão sempre foi e continuará sendo parte da sua vida.
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O Milan teve uma temporada de muitos altos e baixos em 2018/19, com mais baixos do que altos, e Cutrone parecia uma boa opção de futuro. O clube contratou Gonzalo Higuaín para ser o seu camisa 9 e teria o jogador da base como opção.
Higuaín não rendeu, as coisas não andaram como se esperava e em janeiro o clube se livrou do argentino e contratou Krzysztof Piatek. O sucesso foi imediato. Só que para a temporada atual, parecia haver um problema para Cutrone: ele sentia que não ia jogar.
“Em certo momento, eles me colocaram em uma posição em que eu disse: ‘Ok, eu tenho que sair’. Agora eu não sei como explicar o que aconteceu, mas depois eu falei com o clube e tomei a minha decisão”, afirmou o atacante.
O atacante foi vendido para o Wolverhampton por € 18 milhões, um preço que surpreendeu em um mercado que é tão inflacionado. “Eu sabia do interesse dos Wolves e eu os escolhi imediatamente. Na vida, você tem que tomar decisões e eu estava nesta situação. Foi decepcionante porque eu tive uma grande conexão com meus companheiros de clube e os torcedores do Milan realmente me amavam”.
“Foi legal receber mensagens dos torcedores, companheiros, já que isso significava que deixei algo positivo para trás. Eu sabia um pouco sobre os Wolves e eu sempre tive um pequeno sonho em jogar na Inglaterra”, contou o jovem jogador.
“Mas eu deixei o lugar que eu cresci, longe dos meus pais, dos meus amigos, do meu irmão, meus avós, minha namorada, então há um pouco de decepção. Eles ainda são próximos a mim, mesmo que eu esteja em outro país. Nós temos uma conexão maravilhosa e encontro tempo para nos vermos em fins de semana ou durante as datas Fifa”.
“Eu tinha pôsteres de Pippo Inzaghi e Marco Borriello na minha parede. Eu assistia vídeos no Youtube de George Weah e Marco Van Basten. Eu lembro da vitória na Champions League de 2007 contra o Liverpool, mas não lembro muito de Istambul, ainda bem. Eu sempre serei um milanista”.
O jogador falou sobre um dos ídolos do clube, Steve Bull, e que ficou no clube e 1986 a 1999. “Desde que eu vim para os Wolves, eu vi vídeos de Steve Bull, o que ele fez nosso Wolves e pela Itália. Seria ótimo conhecê-lo”.
O atacante, porém, ainda busca o seu espaço no time inglês. Os titulares são Raul Jimenez e Diogo Jota. O italiano tem 17 jogos e dois gols, um deles na derrota por 5 a 2 para o Chelsea, no dia 14 de setembro, e outro no jogo contra o Aston Villa, derrota pela Copa da Liga.
“Eu estou calmo. Eu sempre marquei gols na minha carreira. Nós mostramos com resultados recentes como somos uma boa equipe e que podemos competir com qualquer um. Estou começando a me estabelecer aqui e me sinto amado pelos torcedores e meus companheiros de equipe. Os gols virão”, disse Cutrone.
O Wolverhampton de Cutrone volta a campo contra o Aston Villa, no domingo, às 11h (horário de Brasília). Já o Milan, ex-clube de Cutrone, vai a campo também no domingo, 11/11, às 16h45, em clássico contra a Juventus.



