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Campeonato Italiano deve ser mais um a utilizar a tecnologia na linha do gol

A moviola é uma das maiores tradições do futebol italiano. Os programas esportivos do país se pautam pelos lances polêmicos de arbitragem, para ver e rever as jogadas em discussões que duram horas – uma prática que, convenhamos, também se vê bastante na televisão brasileira. Entretanto, parte dos debates no Italianão deve estar com os dias contados. A federação italiana se movimenta para utilizar a tecnologia na linha de gol a partir da próxima temporada da Serie A.

As reuniões para determinar qual será o sistema utilizado e quando ele será aplicado ainda estão rolando. Entretanto, os dirigentes acreditam que a tecnologia já estará funcionando no país a partir da próxima temporada. Além das competições oficiais da Fifa, a Premier League também adotou a ajuda eletrônica e a Bundesliga passará a utilizar em 2015.

“A reunião desta manha iniciou uma jornada que nos levará ao uso da tecnologia da linha de gol. Estou convencido que a sua utilização, a partir da próxima temporada, será inevitável”, declarou o presidente da federação italiana, Carlo Tavecchio. Um dos motivos que fomentou a reunião foi a vitória da Roma sobre a Udinese há duas semanas, em que o único gol da partida não foi legal.

Inicialmente, os dirigentes dos clubes se mostraram favoráveis à instalação da tecnologia. O problema é quanto custará e quem pagará – em um futebol bastante individado como o italiano, a questão é delicada. No Brasil, por exemplo, por mais que os estádios da Copa do Mundo de 2014 tenham os aparelhos da Fifa, a CBF prefere não usá-los por conta do custo operacional, cerca de R$ 10 mil por jogo. Para diminuir as injustiças na Serie A, contudo, os italianos parecem dispostos a pagar o preço.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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