Itália

Nos 45 anos de Cannavaro, vale relembrar sua atuação monstruosa na semifinal da Copa de 2006

Por clubes, Fabio Cannavaro não teve uma carreira tão regular quanto as de outras lendas do futebol italiano que compartilharam a defesa com ele. Seu período mais longo em uma equipe aconteceu no Parma, que o buscou em Nápoles durante o início da carreira e o transformou em um jogador de seleção. Já o auge da forma veio com a camisa da Juventus, por mais que seu período com a camisa bianconera tenha sido curto, interrompido pelo Calciopoli e por sua transferência ao Real Madrid. De qualquer forma, a grandeza do zagueiro só pode realmente ser medida pelo que protagonizou com Azzurra. Foram 136 jogos pela equipe nacional, com quatro Mundiais no currículo – isso sem contar a de 1990, quando trabalhou como gandula. Deixou eternizadas algumas atuações espetaculares na Copa do Mundo de 2006.

Se alguém questiona por que Cannavaro ganhou a Bola de Ouro naquele ano, indo além da taça como justificativa, vale relembrar sua exibição de gala na semifinal contra a Alemanha. O jogo que realmente mudou o patamar do time de Marcello Lippi contou com a onipresença do capitão, preenchendo cada espaço do campo defensivo. É impressionante a maneira como o beque se apresentava em todos os lados, tinha o tempo perfeito da bola, não errava um bote sequer. Em uma noite na qual o favoritismo não estava com os azzurri em Dortmund, o craque ajudou o seu time a segurar os alemães e a crescer rumo à classificação. O prêmio maior está nos minutos finais, quando o segundo gol, de Alessandro Del Piero, só nasce pela persistência do camisa 5.

Neste dia em que Cannavaro completa 45 anos, fica a lembrança em forma de homenagem:

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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