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Milan entra na era yankee: RedBird confirma compra do clube e parceria com o New York Yankees

RedBird completa aquisição do clube junto à Elliott e anuncia parceria com os Yankees, uma das franquias esportes mais famosas do mundo

A RedBird completou a compra do Milan por € 1,2 bilhão, em acordo anunciado pelo clube em seu site oficial. O grupo de investimento chegou a um acordo com a Elliott Management, antiga dona do clube, no dia 31 de maio. Agora, neste dia 31 de agosto, o acordo de compra é completado e começa uma nova era nos rossoneri, inclusive com uma parceria com o New York Yankees, uma das maiores marcas esportivas do mundo.

A entrada da RedBird é mais um capítulo da forte presença dos americanos no futebol europeu. Na Serie A, Roma, Atalanta, Spezia, Fiorentina têm capital americano, sem falar no Bologna, que tem dinheiro canadense. Além deles, há ainda o Genoa, o Parma e o Venezia na Serie B que também têm donos americanos. A Elliot é americana, mas se sabia que era uma dona temporária. Agora, a ideia é que a RedBird seja quem se torne de fato uma proprietária a longo prazo do clube.

“Nossa visão para o Milan é clara: iremos apoiar nossos jogadores talentosos, técnicos e funcionários para entregar sucesso em campo e permitir aos torcedores compartilharem experiências extraordinárias deste clube histórico. Procuraremos alavancar nossa rede global de esportes e mídia, nossa experiência em análise, nosso histórico no desenvolvimento de estádios esp9ortivos e hospitalidade para alcançar um objetivo: manter o lugar do Milan no topo do futebol europeu e mundial”, afirmou Gerry Cardinale, fundador sócio administrador da RedBird.

Foi anunciado também que haverá um acordo com o New York Yankees, franquia da MLB que é uma das mais famosas do mundo. A Yankee Global Enterprises (YGE), dona do New York Yankees, terá uma parceira estratégica com o Milan e será acionista minoritário do clube. A RedBird tem um relacionamento longo com os Yankees e com a família proprietária, Steinbrenner, com quem é coproprietário da Yankees Entertainment Sports (YES) Network, o canal regional de esportes mais assistido nos Estados Unidos.

“Temos um relacionamento de várias décadas com o New York Yankees e com a família Steinbrenner que resultou na criação de alguns dos negócios mais bem-sucedidos em esportes, entretenimento e hospitalidade. Estamos muito satisfeitos em continuar nossa parceria com eles e iremos explorar oportunidades juntos para aumentar o nosso alcance na base de torcedores e expandir nossas oportunidades comerciais que só estão disponíveis para franquias que operam no mais alto nível de esportes globalmente”, afirmou Cardinale sobre a parceria com os Yankees.

“A conclusão da compra do Milan leva os ativos sob gestão da RedBird para aproximadamente US$ 7,5 bilhões e adiciona o Milan ao portfólio de investimentos globais em esportes e entretenimento da RedBird, que inclui a Fenway Sports Group (dona do Liverpool, Boston Red Sox e Pittsburgh Penguins), Toulouse, Rajasthan Royals, YES Network, SpringHill Company, Skydance Media, XFL, OneTeam Partners e Dream Sports”, diz ainda o comunicado.

Diferente da Elliott Management, que é uma empresa de investimentos que não têm relação com o esporte, a RedBird é uma empresa profundamente envolvida em negócios de esporte. O Milan espera, assim, o fim de uma era de instabilidade que só foi interrompida pela Elliott. Isso porque depois de 31 anos sob o comando de Silvio Berlusconi, ex-premiê italiano, o chinês Li Yonghong comprou o clube usando empréstimo da Elliott, não pagou e, assim, entregou o clube à Elliott, já que era essa a garantia.

A Elliott assumiu o Milan em 2018 e estabeleceu a missão de recuperar o clube para voltar a valorizá-lo e poder vender. Nunca foi a intenção da Elliott manter a posse do Milan, mas apenas recuperar o investimento. A gestão da empresa foi bem-sucedida, porque conseguiu reduzir as dívidas e gastos e tornar o clube viável novamente, inclusive em campo.

Conquistou o título da Serie A em 2021/22, depois de 11 anos de jejum. Já tinha retornado à Champions League, um outro objetivo. Com tudo isso, a valorização do clube foi grande e levou à venda por US$ 1,2 bilhão. Segundo os relatos, a Elliott emprestou € 600 milhões à RedBird para que ela completasse o negócio.

Com tudo isso, a expectativa é que o Milan volte a ser forte continuamente e encerre um período em que se tornou apenas um coadjuvante mesmo na Serie A.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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