Futebol italiano

‘Ainda pode crescer’: Luis Henrique recebe apoio de ex-Seleção em momento difícil na Inter

Brasileiro perdeu espaço no início da segunda temporada em Milão, mas Mancini acredita que ainda há margem para crescimento

Luis Henrique vive um começo de temporada bem diferente daquele que marcou seu primeiro ano na Inter. Depois de disputar 46 partidas em 2025/26, com um gol, três assistências e participação nas conquistas da Serie A e da Copa da Itália, o brasileiro ex-Botafogo soma apenas 123 minutos nesta campanha.

Até agora, foram uma partida como titular e duas entradas no decorrer dos jogos. O cenário colocou em dúvida seu espaço no elenco de Christian Chivu, mas Mancini, ex-jogador de Inter e Roma, acredita que o jogador ainda pode recuperar protagonismo.

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Mancini mantém confiança em Luis Henrique

Em entrevista ao “Top Mercato”, Mancini destacou a adaptação demonstrada por Luis Henrique desde que chegou ao futebol italiano.

“Luis Henrique é um jogador de quem gosto, que se adaptou bem à Inter. É um jogador que ainda pode crescer. Espero que consiga continuar evoluindo.”

O apoio chega em um momento delicado. Luis Henrique teve uma primeira temporada de alta utilização, mas perdeu espaço no início de 2026/27 e agora precisa convencer Chivu de que pode voltar a ter minutos com regularidade.

O brasileiro chegou a ser ligado a uma possível saída no último mercado. A Roma chegou a manter conversas por sua contratação, mas Luis Henrique terminou a janela acreditando que ainda poderia disputar espaço na Inter. A permanência, porém, não impediu que sua concorrência aumentasse.

A chegada de Djed Spence ampliou as opções de Chivu pelo lado direito e já havia colocado o futuro de Luis Henrique em discussão durante a janela. A redução de minutos transforma, portanto, os próximos meses em uma etapa importante para definir seu papel no projeto.

A opinião de Mancini ganha peso pela ligação com o clube e pela experiência acumulada no futebol italiano. O ex-meia disputou 189 partidas na Serie A, com 40 gols e 33 assistências, e vestiu a camisa da Inter entre 2008 e 2010.

Cristian Chivu, técnico da Inter de Milão, durante a partida da Serie A entre Roma e Inter, no Estádio Olímpico, em Roma, na Itália, em 19 de setembro de 2026.
Cristian Chivu durante Roma x Inter pela Serie A. (Foto: Fabrizio Corradetti/IMAGO / LaPresse)

Apoio a Luis Henrique não significa crítica a Chivu

Mancini também fez questão de elogiar Christian Chivu, com quem dividiu o elenco tanto na Roma quanto na própria Inter.

Os dois ainda realizaram cursos da Uefa juntos depois da carreira como jogadores, e o brasileiro contou que a vocação do romeno para trabalhar como treinador já era perceptível naquele período.

“Não me surpreende vê-lo como treinador. Fizemos os cursos da Uefa juntos e já dava para perceber que era inteligente e entendia de futebol. Está fazendo um trabalho muito bom na Inter e acho que terá muito sucesso como técnico.”

Mancini ainda comentou sobre outros brasileiros da Serie A. Carlos Augusto, também da Inter, recebeu elogios pela capacidade física e pelo rendimento quando é utilizado, enquanto Wesley, da Roma, foi destacado pela adaptação rápida e pela regularidade desde a chegada à Itália.

No caso de Luis Henrique, porém, o desafio é mais imediato. Depois de um primeiro ano com presença constante no time, o brasileiro precisa transformar a confiança recebida fora de campo em minutos e desempenho dentro dele.

Para Mancini, a margem de evolução continua existindo. O problema é que, com a concorrência maior e apenas 123 minutos acumulados até aqui, Luis Henrique agora precisa mostrar isso rapidamente para voltar a ter o protagonismo que já teve na Inter.

Foto de Beneddra Naim

Beneddra NaimColaborador

Descobri o futebol de verdade nos anos 90, embalado pelas façanhas de Romário e Bebeto na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Desde então, o futebol nunca mais saiu do meu cotidiano. Com o tempo, consegui unir essa paixão a outra que sempre me acompanhou: a escrita. Transformar essas duas paixões em profissão é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da minha vida.

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