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Será o sérvio Milos Krasic tão importante para a Juventus quanto é Ibrahimovic para o Milan? A pergunta foi inevitável depois de ver o ex-jogador do CSKA Moscou em campo pela Vecchia Signora no último domingo, na vitória fora de casa por 2 a 0 sobre o Genoa. O desempenho de Krasic pela faixa direita foi digno de nota, e coroado com o belo gol que definiu o resultado final.

O sérvio (que não jogava pela Serie A desde 24 de outubro, por causa de suspensão e lesão) tem muita facilidade no drible em velocidade, dificultando a vida de quem tenta marca-lo por aquele setor. O técnico do Genoa, Davide Ballardini, chegou a deslocar dois homens – Criscito e Kaladze – para tentar pará-lo, mas não teve sucesso.

Krasic é o “algo mais” de um setor que sempre foi diferencial para as glórias da Juve: o meio-campo. Basta lembrar o time de Fabio Capello, que contava com Camoranesi, Emerson, Vieira e Nedved. Não cabem comparações agora, mas o meio à disposição de Luigi Del Neri é certamente o melhor desde aquele time de 2005/06.

A presença de Marchisio aberto pela esquerda tem garantido equilíbrio ao meio. Ainda que fora de sua posição de origem, ele vem tirando o máximo de seu bom senso tático. No centro, Felipe Melo e Aquilani jogam juntos como se já se conhecessem há muito tempo.

No início da temporada, havia dúvida sobre quanto tempo duraria o bom momento do brasileiro, crucificado pelo péssimo desempenho pela Juve e pela expulsão que matou as chances do Brasil na Copa do Mundo. Agora já é possível falar em uma volta por cima completa. Melo rouba bolas, distribui o jogo, tem colocado seu temperamento sob controle. É praticamente um reforço para o time.

O questionamento sobre Aquilani, emprestado pelo Liverpool, era diferente: o quanto atrapalharia sua propensão às lesões? Até o momento, nada. Ele tem atuado sempre, com regularidade, e é fundamental em suas arrancadas que verticalizam o jogo e nos disparos de longa distância.

É normal apontar o Milan como favorito ao scudetto, e ninguém na Juventus falará essa palavra tão cedo. O objetivo declarado do clube é a conquista de uma vaga na Liga dos Campeões. O elenco ainda tem seus problemas, como a falta de um centroavante goleador, algo que nem Iaquinta, em má forma, e Amauri, afastado por lesão até 2011, parecem ser capazes de resolver.

A direção juventina trabalha para preencher a lacuna já em janeiro. O nome favorito de meia Europa é o de Dzeko, do Wolfsburg, mas desenha-se um leilão do qual a Juve não tem condição de participar. Outra hipótese ventilada foi Benzema, do Real Madrid, mas o francês tem dado sinais de recuperação nos últimos jogos pelo time espanhol e dificilmente seria liberado no meio da temporada.

Neste momento, o nome mais forte é Berbatov, do Manchester United. Também pediria um esforço financeiro importante, a não ser que se jogasse a carta Buffon. O goleiro, que voltou essa semana aos treinos após a cirurgia de hérnia feita após o Mundial, é um nome que interessa desde sempre a Alex Ferguson. Evidentemente estamos falando de um dos maiores goleiros da história, mas o sacrifício poderia valer a pena, considerando que Storari tem dado conta do recado.

Também se trabalha com o nome de Maxi López, do Catania, mas há dois obstáculos. Primeiro, não sairia por menos de € 15 milhões. Segundo, não tem repetido na atual temporada o desempenho da última. O argentino parece mais um nome para compor elenco do que alguém para resolver o problema do ataque.

Mesmo sem o matador, a Juventus tem o melhor ataque da competição, com 25 gols em 13 jogos. A chegada de um homem de área elevaria à enésima potência a capacidade de Krasic fazer a diferença. Caso a Juve se transforme mesmo no “anti-Milan”, chegará com a confiança de quem já venceu o confronto direto fora de casa.

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Equipe Trivela

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