Itália

Análise da temporada

A temporada na Serie A viu o Milan voltar a levar o scudetto depois de sete anos e quebrar a hegemonia que a Internazionale estabeleceu na década, teve o Napoli surpreendendo e brigando pelo título, uma Udinese que contou com um grande ataque para ficar com uma vaga na Liga dos Campeões.

Teve também a Juventus decepcionando mais uma vez, a Roma não conseguindo mostrar a força que precisava, a lazio surpreendendo ficando no grupo dos que brigaram pelo título em parte da campanha e um Genoa que gastou, mas não conseguiu fazer mais do que já tinha feito antes.

A análise da temporada na Serie A começou na semana passada com os últimos dez colocados na tabela. Nesta semana, a coluna analisa os dez primeiros colocados, e ainda traz a seleção da temporada deste que vos fala.

Genoa

Colocação final: 10º, com 51 pontos
Técnico: Gian Piero Gasperini (na 1ª rodada) e Davide Ballardini (desde a 2ª rodada)
Maior vitória: 3×0 Brescia (33ª rodada)
Maior derrota: 5×2 Internazionale (28ª rodada)
Competição continental: Não participou
Principal jogador: Rodrigo Palacio
Decepção: Eduardo
Artilheiro: Floro Flores (10 gols)
Líder em assistências: Rodrigo Palacio (8 assistências)

O Genoa termina a temporada no meio da tabela, bem distante de onde o seu presidente Enrico Preziosi projetou que a equipe poderia ficar ao gastar € 40 milhões antes do início da temporada. Só que as contratações acabaram não dando certo. O goleiro Eduardo, que fez excelente Copa do Mundo por Portugal, veio como o nome para dominar a posição. Só que o que se viu foi um goleiro inseguro, que decepcionou. Miguel Veloso, outra das contratações da temporada, foi outro a frustrar os torcedores com atuações abaixo da média. Por fim, o atacante Luca Toni chegou para ser o fazedor de gols. Fez três em 17 jogos. Quando a Juventus veio com uma proposta pelo atacante, o Grifone não hesitou em mandá-lo para Turim.

Um dos problemas do Genoa na temporada foi a falta de consistência. O time alternava boas vitórias com derrotas surpreendentes. Desde o início, a instabilidade do time foi marca da campanha. Venceu a Udinese fora de casa no primeiro jogo, mas perdeu em casa do Chievo no segundo. Virou um jogo improvável contra a Roma quando perdia por 3 a 0 em casa e terminou vencendo por 4 a 3 para, na rodada seguinte, perder para o Catania por 2 a 1.

Como pontos altos, o lateral esquerdo Domenico Criscito, que fez boa temporada e é desejado por clubes como a Internazionale. Os nerazzurri, aliás, levaram do Genoa um dos bons jogadores da defesa dos rossoblu, Andrea Ranocchia, que fez uma primeira metade da temporada excelente. Depois de um primeiro turno ruim, a reformulação no time trouxe aquele que viria a ser o artilheiro do time: Floro Flores, que fez dez gols só na segunda metade da temporada e conseguiu dar força de ataque ao time. Ataque, aliás, que teve a participação decisiva do argentino Rodrigo Palacio, que marcou nove gols, fez oito assistências e comandou o time em diversas vitórias.

Fiorentina

Colocação final: 9º, com 51 pontos
Técnico: Sinisa Mihajlovic
Maior vitória: 5×2 Udinese (35ª rodada)
Maior derrota: 4×2 Palermo (25ª rodada)
Competição continental: Não participou
Principal jogador: Riccardo Montolivo
Decepção: Adrian Mutu
Artilheiro: Alberto Gilardino (12 gols)
Líder em assistências: Juan Vargas (5 assistências)

O símbolo da Fiorentina na temporada talvez tenha sido o seu capitão Riccardo Montolivo. Tido como um dos principais jogadores do time, jogador de seleção italiana, Montolivo não conseguiu ser o grande destaque do time pela sua inconstância em campo. Alternou bons e maus momentos, algo simbólico já que o time teve esse desempenho também irregular.

Gaetano D’Agostino chegou como uma aposta e chegou a fazer boas partidas, mostrou grande qualidade na cobrança de bolas paradas, especialmente faltas, e tem potencial. Só que ainda não foi o jogador que levasse a Fiorentina a voos mais altos. Juan Vargas, por sua vez, foi muito importante para o time, fez boas partidas e era um dos destaques da equipe. Só que os seus problemas de lesão o atrapalhavam em manter regularmente atuando, o que prejudicava também o time.

Alberto Gilardino manteve sua constância de marcar gols. Foi o artilheiro da equipe com 12 gols, sempre marcando em partidas importantes. O técnico Sinisa Mihajlovic teve que remontar o time, que até a parada de inverno fazia uma campanha mais irregular. Mudou o esquema, voltou ao 4-2-3-1 de Cesare Prandelli e fez o time jogar um pouco mais. O ano insosso, porém, deve ter uma repetição na próxima temporada, mas com a volta de Stevan Jovetic, que não jogou esta temporada por estar machucado, além de Adem Ljajic, que mostrou talento.

Palermo

Colocação final: 8º, com 56 pontos
Técnico: Delio Rossi (até a 27ª rodada), Serse Cosmi (da 28ª rodada ate a 31ª rodada), Delio Rossi (a partir da 32ª rodada)
Maior vitória: 4×1 Bologna (7ª rodada)
Maior derrota: 7×0 Udinese (27ª rodada)
Competição continental: eliminado na fase de grupos da Liga Europa
Principal jogador: Javier Pastore
Decepção: Abel Hernández
Artilheiro: Javier Pastore (11 gols)
Líder em assistências: Josip Ilicic (7 assistências)

Depois de brigar por vaga na Liga dos Campeões na temporada passada, a expectativa da diretoria e da torcida era que esse desempenho se repetisse. Em certa dose, o time conseguiu repetir o bom desempenho em algumas partidas, mas em geral teve como marca a falta de constância nos jogos. Tanto que a maior sequência que teve na competição foi a que derrubou Serse Cosmi, quando emplacou três derrotas consecutivas e, já com Delio Rossi de volta ao comando, teve mais duas derrotas, somando cinco no total.

O destaque do time foi, mais uma vez, o meia Javier Pastore. O argentino foi não só o principal articulador do time, como ainda foi o artilheiro também, com 11 gols marcados. O jogador foi também um dos que mais aturaram pelos rosanero, com 35 jogos na Serie A.

Apesar disso, outros jogadores decepcionaram, como o atacante Abel Hernández, de quem se esperava que fosse um dos artilheiros do time. O uruguaio, porém, sofreu com as lesões e com a instabilidade do time, a qual ele mesmo contribuiu. Fez 22 jogos na Serie A, mas marcou apenas três gols.

Juventus

Colocação final: 7º, com 58 pontos
Técnico: Luigi Delneri
Maior vitória: 4×0 Udinese (7ª rodada)
Maior derrota: 4×1 Parma (18ª rodada)
Competição continental: eliminado na fase de grupos da Liga Europa
Principal jogador: Milos Krasic
Decepção: Jorge Martínez
Artilheiro: Alessandro Matri (20 gols, 9 pela Juventus) e Fabio Quagliarella (9 gols)
Líder em assistências: Milos Krasic (6 assistências)

O presidente Andrea Agnelli assumiu a Juventus para começar o processo de reconstrução para reerguer o clube. O objetivo, porém, acabou não sendo cumprido. O time ficou na sétima posição, em uma temporada em que pouca coisa funcionou. O esperado era que o time brigasse para estar na próxima Liga dos Campeões, até pelas contratações que foram feitas. O resultado, porém, foi exatamente a mesma sétima posição da temporada anterior, com o agravante que, desta vez, não conseguiu classificação para nenhuma competição europeia.

Entre as contratações feitas pelo clube, a melhor delas foi o sérvio Milos Krasic, que veio do CSKA Moscou. O jogador foi o principal jogador pelos lados do campo, criando jogadas, fazendo assistências e sendo a arma ofensiva mais forte do time – tanto que foi o maior assistente do time, com seis passes para gols.

A maior decepção fica por conta do meia uruguaio Jorge Martínez, contratado por um preço alto junto ao Palermo, e que não conseguiu apresentar o nível esperado. Foi usualmente um reserva que pouco acrescentava ao time, quando acrescentava, ao entrar em campo. Se junta a ele Armand Traoré, lateral esquerdo que veio do Liverpool e não conseguiu resolver o problema do time.

No ataque, a contusão de Fabio Quagliarella acabou sendo uma grande baixa. O atacante vinha sendo destaque ofensivo do time na primeira metade da temporada. Na segunda metade, já sem o atacante da seleção italiana, quem assumiu o posto de goleador foi Alessandro Matri, que chegou em janeiro do Genoa e marcou nove gols pelos bianconeri, mesma quantidade de gols de Quagliarella. Para próxima temporada, o time terá que fazer uma limpa no elenco, acabar com os altos salários de jogadores como Luca Toni. Mais um projeto de reconstrução está a caminho com o ex-jogador do clube, Antonio Conte. A missão não será simples, a considerar pela decepcionante temporada da Vecchia Signora.

Roma

Colocação final: 6º, com 63 pontos
Técnico: Claudio Ranieri (até a 21ª rodada), Vincenzo Montella (a partir da 22ª rodada)
Maior vitória: 3×0 Cagliari (21ª rodada)
Maior derrota: 5×1 Cagliari (2ª rodada)
Competição continental: eliminado nas oitavas de final da Liga dos Campeões
Principal jogador: Francesco Totti
Decepção: Adriano
Artilheiro: Francesco Totti (15 gols)
Líder em assistências: Francesco Totti (8 assistências)

A Roma tinha a pretensão de continuar no grupo dos quatro que iam para a Liga dos Campeões. O início dos giallorossi, assim como na temporada passada, foi ruim. Para piorar, a aposta da presidente Rosella Sensi, o atacante Adriano, mal conseguiu jogar e sequer marcou um gol. Para completar, o clube, passando por crise financeira, esteve durante toda a temporada em processo de venda. Foi só no final da campanha que a compra do norte-americano Antonio Di Benedetto foi concretizada –depois que o sonho da Liga dos Campeões já estava comprometido.

No aspecto técnico, Francesco Totti acabou sendo o melhor jogador do time, especialmente na reta final da Serie A. Não por acaso, marcou 15 gols na campanha, fez oito assistências e foi decisivo em muitos dos jogos. Nos seus 32 jogos, foi o melhor em campo em sete deles, todos no segundo turno. Tanto que 13 dos seus 15 gols foram marcados no segundo turno. Como marcador de gols, Marco Borriello, que veio do Milan, marcou 11 gols na Serie A, mas terminou a temporada em baixa, na reserva.

Se Totti foi o destaque positivo, Daniele De Rossi foi o negativo. O meio-campista fez 28 jogos na temporada, sem, porém, conseguir se destacar. Marcou apenas dois gols, fez três assistências, mas ficará marcado mais pela violência do que pelo bom futebol. Tanto que terminou a temporada suspenso depois de agressão no jogo contra o Bari.

Lazio

Colocação final: 5º, com 66 pontos
Técnico: Edoardo Reja
Maior vitória: 4×1 Catania (33ª rodada)
Maior derrota: 3×1 Bologna (21ª rodada)
Competição continental: Não participou
Principal jogador: Hernanes
Decepção: Mark Bresciano
Artilheiro: Hernanes (11 gols)
Líder em assistências: Stefano Mauri (9 assistências)

Hernanes comandou a Lazio na temporada, especialmente na primeira metade. O meia, contratado junto ao São Paulo, foi o principal criador de jogador dos laziales, além de ser aquele que mais se aproximava dos atacantes para finalizar – não à toa, marcou 11 gols. O camisa 8 foi a contratação mais cara do clube, mas de longe aquele que mais se destacou. Tanto que é aclamado por muitos como a contratação da temporada na Serie A.

Apesar da boa temporada no início, quando chegou até a liderar, o grupo não tinha capacidade para manter-se no topo e brigando pelo título. Cristian Ledesma fez uma temporada excelente no meio-campo, fazendo bem a marcação e com passes e assistências. Ainda assim, o time sentia a falta de um atacante que fizesse os gols do time e fosse a referência no ataque – Mauro Zárate, apesar de muito técnico, não foi esse jogador. Ainda assim, o argentino marcou nove vezes na Serie A.

Como decepção, fica o australiano Mark Bresciano, que veio do Palermo. O jogador pouco fez, jogou 20 vezes, sendo apenas sete como titular, e pouco fez em campo. O time teve um final de temporada que perdeu o fôlego e perdendo uma atrás da outra, inclusive confrontos diretos como contra o Napoli, Inter e para a Udinese, quando ainda brigava por vaga na Liga dos Campeões. No final, depois de uma temporada brigando para não cair, a vaga na Liga Europa deixa o saldo dos biancocelesti positivo.

Udinese

Colocação final: 4º, com 66 pontos
Técnico: Francesco Guidolin
Maior vitória: 7×0 Palermo (27ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Juventus (3ª rodada)
Competição continental: Não participou
Principal jogador: Alexis Sánchez
Decepção: Antonio Floro Flores
Artilheiro: Antonio Di Natale (28 gols)
Líder em assistências: Maurizio Isla (8 assistências)

Os Friuli tiveram uma temporada memorável. Com um esquema diferente do tradicional e destaques em todos os setores do campo, Francesco Guidolin deu á equipe uma consistência que faltou à muitas outras, como Roma e Juventus. Os bons valores do time contaram, mas a força do time foi o mais importante para a campanha que levou a equipe de volta à Liga dos Campeões.

A dupla de ataque do time bianconero merece destaque. Alexis Sánchez e Antonio di Natale foram muito perigosos e, juntos, marcaram 40 gols na temporada – mais de 60% dos gols da equipe. Di Natale ainda levou, pelo segundo ano consecutivo, o título de artilheiro, com 28 gols. O atacante foi escolhido seis vezes como melhor da partida e por três oportunidades marcou três gols em um só jogo.

Sánchez, veloz e habilidoso, foi por sete vezes o melhor da partida. Com seis assistências, também criou jogadas para a equipe. No meio-campo, Gokhan Inler trouxe força defensiva e qualidade técnica à saída de bola. Jogando com três zagueiro na maior parte da campanha, destaque para os dois alas, Maurizio Isla pela direita e Pablo Armero pela esquerda. Na defesa, Cristian Zapata, Mehdi Benatia e Maurizio Domizzi foraram uma defesa que se destacou. Não por acaso, conseguiram a vaga para a principal competição de clubes da Europa.

Napoli

Colocação final: 3º, com 70 pontos
Técnico: Walter Mazzarri
Maior vitória: 4×0 Sampdoria (22ª rodada)
Maior derrota: 3×0 Milan (27ª rodada)
Competição continental: Não participou
Principal jogador: Edinson Cavani
Decepção: Emílson Cribari
Artilheiro: Edinson Cavani (26 gols)
Líder em assistências: Ezequiel Lavezzi (12 assistências)

A volta do Napoli à parte de cima da tabela veio com uma contratação certeira: a vinda de Edinson Cavani, do Palermo, para o ataque napolitano. Com isso, o time ganhou o jogador que fez uma temporada fantástica, marcou 26 gols e ajudou a levar o time a conquistar uma vaga direta à Liga dos Campeões.

O meio-campo com Marek Hamsik manteve a criatividade, enquanto o ataque com Ezequiel Lavezzi foi muito eficiente. Na parte defensiva, Walter Gargano deu a forma de marcação que o time precisava. Pelo lado direito, Christian Maggio, como lateral ou como ala, foi destaque especialmente pelo apoio ao ataque. O argelino Hassan Yebda foi outro destaque no meio-campo do Napoli. O goleiro De Sanctis também se destacou na campanha.

O Napoli chegou a brigar pelo título, mas era demais para um time que não tem um elenco tão recheado quanto os rivais mais ricos, como Milan e Inter. Com isso, o time rodava menos e cansava mais. No final, foi o que acabou fazendo diferença para o time ter saído da briga pelo scudetto.

Internazionale

Colocação final: 2º, com 76 pontos
Técnico: Rafael Benítez (até a 15ª rodada) e Leonardo (a partir da 16ª)
Maior vitória: 4×0 Bari (4ª rodada)
Maior derrota: 3×0 Milan (31ª rodada)
Competição continental: eliminada nas quartas de final da Liga dos Campeões
Principal jogador: Samuel Eto’o
Decepção: Diego Milito
Artilheiro: Samuel Eto’o (21 gols)
Líder em assistências: Samuel Eto’o (9 assistências)

A Inter apostou em Rafael Benítez para manter o time na trilha do sucesso que José Mourinho conduziu a equipe na temporada passada, mas o espanhol não conseguiu dar ao time o que ele precisava, não ganhou a confiança dos jogadores e acabou fadado ao fracasso. Benítez não manteve o esquema de Mourinho, mas também não conseguiu criar um próprio. O time não jogava bem, mesmo com as modificações que o técnico tentava colocar. O sucesso no Mundial de Clubes foi pouco para mantê-lo no cargo. Ele pediu quatro reforços, entrou em rota de colisão com a direção e acabou demitido. Leonardo foi contratado.

Junto com o técnico brasileiro, a Inter foi atrás de reforços. Trouxe Houssini Kharja, Yuto Nagatomo, Andrea Ranocchia e Giampaolo Pazzini. Foi justamente este último, o atacante, que mais fez sucesso. Marcou 11 gols, ajudando os nerazzurri a voltaram à briga pelo título. Se na Liga dos Campeões a eliminação para o Schalke 04 foi traumática, na Serie A o time conseguiu recuperação e viu um Samuel Eto’o voando baixo. O camaronês marcou 21 gols e fez nada menos do que seis assistências, tornando-se o mais importante jogador da Inter na reta final do campeonato, que levou o time ao vice-campeonato.

A decepção foi Diego Milito, eleito melhor jogador da Liga dos Campeões da temporada passada, que ficou mais tempo machucado ou no banco do que em campo marcando gols. Tanto que foram 23 partidas, apenas 16 como titular, com cinco gols marcados e seis assistências. As lesões o atrapalharam e por pelo menos duas oportunidades, teve que ficar fora longos períodos – um deles na reta final da Liga dos Campeões, o que fez muita falta ao time.

Se por um lado Milito foi a decepção, Giampaolo Pazzini foi destaque no ataque interista. Chegou da cambaleante Sampdoria em janeiro e foi marcando gols desde o seu primeiro jogo no clube. Foram 11 no total com a camisa nerazzurra, alguns fundamentais como a virada nos acréscimos contra o Cesena.

Milan

Colocação final: 1º, com 82 pontos
Técnico: Massimiliano Allegri
Maior vitória: 4×0 Lecce (1ª rodada)
Maior derrota: 2×0 Cesena (2ª rodada)
Competição continental: eliminado nas oitavas de final da Liga dos Campeões
Principal jogador: Thiago Silva
Decepção: Andrea Pirlo
Artilheiro: Zlatan Ibrahimovic, Alexandre Pato, Robinho (14 gols cada)
Líder em assistências: Zlatan Ibrahimovic (12 assistências)

Depois de sete anos sem levar o scudetto, o Milan conseguiu se ajeitar em campo com contratações que tinham tudo para dar errado, mas que deram certo por muito mérito do técnico Massimiliano Allegri. Em sua primeira temporada no comando dos rossoneri, Allegri conseguiu pegar um grupo com Robinho, vindo de péssima passagem pelo Manchester City, Zlatan Ibrahimovic, vindo em baixa do Barcelona, Kevin-Prince Boateng, que fez boa Copa do Mundo, mas era conhecido por ter gênio forte. O caldo desses jogadores gerou um banquete.

Ibrahimovic mostrou, especialmente na primeira parte da temporada, que é um jogador decisivo. Além dos gols que marcou – e 14 gols é uma boa marca nos seus 29 jogos disputados na Serie A. A importância de Ibra foi além dos gols: ele foi o maior assistente do time, com 12 passes para gols. Sua segunda metade da temporada foi menos brilhante e acabou sendo expulso em algumas de bobeira, mas sua importância no scudetto milanista é indiscutível.

Entre as demais contratações, Robinho foi uma das melhores. Atacante que vinha mais prestigiado por suas atuações na seleção do que nos clubes, chegou, ganhou a posição em campo, mostrou-se um jogador versátil que vai além do garoto habilidoso que surgiu no Santos,que teve brilho no Real Madrid, mas que ficou ofuscado no Manchester City. Marcou 14 gols e fez duas assistências, as duas para Ibrahimovic, companheiro de ataque com quem se deu muito bem. Sua atuação como trequartista ocasionalmente mostrou que Robinho é um jogador capaz de exercer diversos papeis em campo, o que é certamente uma qualidade apreciada por qualquer treinador.

Pato, mais uma vez, teve como grande adversário as contusões. Ainda assim, com um número menor de jogos do que Ibrahimovic e Robinho, conseguiu marcar 14 gols e ser decisivo em jogos importantes, como no clássico contra a Inter, quando os nerazzurri vinham em alta e os rossoneri pareciam cambaleantes. Impossível não falar também de Kevin-Prince Boateng, meio-campista que atou como volante mais defensivo, compondo a linha do meio e até como trequartista, como fez ótimas partidas. Uma das melhores contratações do Milan.

Quem se consagrou definitivamente nos rossoneri foi Thiago Silva. O zagueiro foi o dono da posição não só no Milan, mas em toda a Serie A. Foi o melhor defensor, com atuações em, alto nível durante toda a temporada, inclusive quando foi improvisado como volante por necessidade da equipe. No meio-campo, Clarence Seedorf mostrou-se em excelente forma, fazendo assistências e dando ao setor uma consistência maior.

Entre as contratações de meio de temporada, Antonio Cassano foi importante por sua habilidade e capacidade de criar jogadas ofensivas, atuando especialmente como atacante. Na parte defensiva, Mark van Bommel se adaptou bem ao futebol italiano e jogou bem quando o time precisava de um jogador mais duro na posição defensiva do meio. No mesmo setor, quem decepcionou pelas poucas atuações e sem a mesma qualidade de outras temporadas foi O experiente Andrea Pirlo. Fez apenas 17 jogos, sendo 12 deles como titular. Fez apenas duas assistências, com um gol marcado.

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Equipe Trivela

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