A ferida ainda não sarou em Nápoles. A ida de Maurizio Sarri para a Juventus continua sendo assunto em entrevistas durante esta pré-temporada. O capitão do Napoli, Lorenzo Insigne, não poupou o seu ex-comandante e disse que a sua decisão de treinar a Velha Senhora foi uma traição aos napolitanos. 

“Eu já disse e digo novamente: para nós, napolitanos, foi uma traição”, afirmou. “E sempre será. Agora, temos que focar em nós mesmos e tentar vencê-lo. O Scudetto é um sonho para todos nós e vamos tentar mais uma vez”. 

O Napoli estabeleceu-se como o segundo melhor time da Itália com três vice-campeonatos nas últimas quatro temporadas, mas ainda não consegui superar a poderosa Juventus. “Não há bola de cristal que nos diga quando venceremos o Scudetto, mas, como todos os anos, daremos nosso melhor para sermos competitivos até o fim”, disse. 

Especulado em outros times europeus, Insigne reforçou que deseja encerrar sua carreira no Napoli. “Estou feliz em Nápoles e quero ficar aqui pelo resto da minha carreira. Marcar aquele gol contra o Real Madrid (oitavas de final da Champions League em 2017) me deu sensações tão fortes e eu espero que outros jovens napolitanos possam se sentir da mesma maneira no futuro. É o sonho de todos os garotos napolitanos e estou muito orgulhoso por estar nesta posição”, afirmou. 

Insigne foi cobrado pelo presidente Aurelio de Laurentiis por não atuar pelo Napoli tão bem quanto pela seleção italiana. Com Carlo Ancelotti, o time do sul da Itália mudou para uma formação 4-4-2, com Insigne de segundo atacante. A equipe de Roberto Mancini mantém a ponta-esquerda, onde o jogador de 28 anos sempre jogou. 

O próprio jogador, na entrevista, admitiu que se sente mais confortável no esquema tático da Itália. E, então, um espectador pegou o microfone para fazer uma pergunta. O nome dele: Carlo Ancelotti: “Por que você joga melhor com o sistema da seleção italiana?”. Mertens, também presente, respondeu que a culpa era do treinador. “A culpa é sempre do treinador”, brincou Insigne.