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Wijnaldum, o craque do Newcastle, coloca os pés do Liverpool no chão

A goleada sem dó sobre o Southampton, fora de casa, no meio de semana, e o tropeço da maioria dos times que estavam à sua frente na tabela da Premier League foram o tíquete para o torcedor do Liverpool começar a calcular quantos pontos distanciavam o clube da zona de classificação à próxima Champions League. Ou, até, da primeira posição, atualmente ocupada pelo Leicester, que ainda não passa a confiança de que ficará nela até o final. Os pés do time que cresce de produção com Jürgen Klopp foram colocados no chão pela bela atuação de Georginio Wijnaldum, o holandês que carrega o Newcastle nas costas neste começo de temporada.

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O Newcastle sofre e sofre muito. A vitória por 2 a 0 sobre o Liverpool em St. James Park foi apenas a terceira do time comandado por Steve McLaren, que está em 18° lugar, na zona de rebaixamento, com 13 pontos. O ataque é muito ruim e marcou 16 gols em 15 rodadas, um poderio ofensivo superior apenas ao do Aston Villa, do Swansea, do West Brom e do Stoke City. Desse número de tentos, Wijnaldum, mesmo atuando no meio-campo, foi o autor de sete e ainda deu duas assistências.

Wijnaldum claramente é o jogador do Newcastle que mais tenta fazer as coisas darem certo dentro de campo. Por exemplo, é o terceiro que mais arrisca finalizações (1.5 por partida), o segundo que mais dá passes para finalização (1.1) e segundo que mais dribla (1.8). Além disso, do meio-campo, tenta organizar a equipe, com a segunda melhor porcentagem de passes certos entre os jogadores mais habitualmente titulares (83,5%).

A vitória contra o Liverpool foi simbólica nesse sentido porque o holandês fez a jogada do primeiro gol do Newcastle, que foi confirmado como contra, do Skrtel, driblando para a linha de fundo e buscando o cruzamento. E também completou o contra-ataque que matou a partida, já nos acréscimos, com um toquinho por cima de Mignolet, após a bola enfiada por Sissoko.

Foi basicamente o que o Newcastle produziu ofensivamente na partida. McLaren foi esperto o suficiente para, mesmo no St. James Park, não dar muitos espaços para o time de Klopp, que havia liquidado Chelsea, Manchester City e Southampton fora de casa. O Liverpool sem Coutinho e com Sturridge no segundo tempo fora de ritmo, produziu e criou muito pouco.

O gosto amargo na boca do torcedor dos Reds explica-se porque, mesmo montando o time no decorrer do campeonato, e naturalmente sujeito a oscilações, uma vitória contra um adversário na zona do rebaixamento deixaria os Reds a três pontos da Champions League, quatro do vice-líder Arsenal e seis do líder Leicester. Mas a marcação do Newcastle não deixou. E Wijnaldum colocou a cereja no bolo do time da casa, que ficou com a vitória.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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