Inglaterra

Ex-United: ‘Ten Hag disse que eu não estava nos seus planos, mas depois não queria que saísse’

Atualmente no West Ham, lateral inglês relembrou problemas vividos com o comando técnico dos Red Devils

Aaron Wan-Bissaka, defendendo atualmente o West Ham, revelou a relação complicada que viveu com o ex-técnico do Manchester United, Erik ten Hag, durante o período em que trabalharam juntos no clube. O lateral-direito chegou ao Old Trafford em 2019 e relembrou a sua dificuldade em se adaptar aos Red Devils, a falta de espaço no elenco e até os problemas para deixar a equipe.

— Foi difícil quando Ten Hag chegou ao United. Assim que chegou, me disse que eu não estava nos seus planos. Mas quando tentei sair, disse que não queria que eu fosse. Não entendi. Foi difícil para mim mentalmente. Principalmente porque me deixou sem saber o que deveria fazer a seguir — afirmou em entrevista ao “Daily Mail”.

— Quando me transferi para o United, senti muita falta de casa, principalmente da minha família e dos meus amigos. Sempre me senti confortável em casa, em Londres, cercado por pessoas e lugares familiares, então ter tudo mudando da noite para o dia foi difícil de me adaptar. Na maioria dos dias, eu ficava sozinho em casa, jogando PlayStation até de madrugada. Provavelmente foi o pior momento que já senti –, revelou o jogador.

Para o lateral, uma das grandes dificuldades foi se manter motivado diante da falta de oportunidades na equipe comandada pelo técnico holandês. Apesar do momento, o jogador inglês revelou que “as coisas mudaram e começaram a melhorar” durante os treinos.

— Eu apenas mantive a cabeça baixa e disse a mim mesmo para continuar treinando, continuar melhorando e jogar meu jogo. No entanto, foi difícil manter a motivação, especialmente quando se treina sem o objetivo claro de jogar. Pode-se dizer que mudei ou evoluí taticamente sob a orientação dele, porque era isso que ele queria — declarou.

Bissaka também elegeu como o seu “técnico preferido” Ole Gunnar Solskjær, ídolo do clube de Manchester. O norueguês foi responsável pela contratação do lateral no United e explicou que todo o elenco se dava bem com o treinador, com quem trabalhou ao longo de duas temporadas.

Aaron Wan-Bissaka em atuação pelo Manchester United (Foto: Imago)
Aaron Wan-Bissaka em atuação pelo Manchester United (Foto: Imago)

— Minha relação com Ole [Gunnar Solskjær] foi boa desde o início. Ele é uma ótima pessoa e nos demos muito bem, e acho que o resto dos jogadores sentia o mesmo por ele. Ele é o tipo de técnico que te apoia imediatamente. Uma vez que ele te dá uma tarefa a fazer, cabe a você confiar em si mesmo, sair e cumpri-lá — revelou.

Com a saída de Solskjær, Ralf Rangnick foi contratado para o cargo, no qual permaneceu até o final da temporada. O austríaco, no entanto, não demonstrou confiança no estilo do jogador, que entrou em campo apenas em 26 oportunidades.

— Obviamente, é futebol, cada técnico tem suas preferências. Eles podem gostar de você ou não, e isso faz parte do jogo. Quando ele (Rangnick) chegou, não era o melhor momento para mim e havia muitas críticas ao meu redor — explicou.

Cinco anos depois, o atleta decidiu deixar o clube para se juntar ao West Ham, em uma transferência de 15 milhões de libras (cerca de 104 milhões de reais). Em suas cinco temporadas pelo United, Bissaka foi titular em 120 das 190 partidas na Premier League. Pelo United, marcou dois gols e serviu 13 assistências ao longo das competições, das quais venceu a Carabao Cup em 2023 e a FA Cup em 2024.

Aaron Wan-Bissaka em atuação pelo West Ham (Foto: Imago)
Aaron Wan-Bissaka em atuação pelo West Ham (Foto: Imago)

Wan-Bissaka apoia Carrick para assumir de forma permanente

À frente do Manchester United de forma interina desde a saída de Ruben Amorim em janeiro, Michael Carrick vive a expectativa de continuar no cargo de forma permanente, já que tem vivido uma sequência positiva na Premier League. Sob o seu comando, o United venceu cinco dos seis jogos, além de somar um empate.

Wan-Bissaka saiu em defesa da contratação do inglês, com quem trabalhou rapidamente no intervalo entre a saída de Solskjaer e a chegada de Rangnick. Para o jogador, o ex-meio-campista do United deveria receber o cargo de forma permanente.

— Ele também confiará em você se você acreditar nele e no que ele está tentando fazer. Ele era bastante simples no que queria de você. Os rapazes estavam felizes com ele e com os jogos que ele teve quando era técnico. Com ele de volta ao clube, eles estão em uma boa posição como equipe. Acho que ele deveria receber o cargo em tempo integral, acho que ele merece — opinou.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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