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O êxtase de Sherwood diz muito sobre a 1ª vitória do Aston Villa no Inglês desde dezembro

A pressão sob o Aston Villa podia ser sentida no ambiente do Villa Park. Ou melhor, no rosto do técnico Tim Sherwood. O clube não vencia um jogo na Premier League desde 7 de dezembro, ao longo de 12 tenebrosas rodadas – e isso sem contar a seca de 11 horas sem fazer gols. Pior ainda, perdera os seus últimos sete compromissos no campeonato, caindo sete posições desde a virada do turno e aparecendo na zona de rebaixamento. O treinador não é bem o responsável por esse fracasso todo, assumindo o time há uma semana e meia. No entanto, extravasou bastante na vitória sobre o West Brom por 2 a 1.

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O nervosismo de Sherwood ficou evidente desde os primeiros minutos. O técnico foi do céu ao inferno depois de um gol anulado do Aston Villa. Já aos 21, quando Agbonlahor abriu o placar, parecia comemorar não um gol, mas a conquista de uma Copa do Mundo. O time da casa levou um susto no meio do segundo tempo, quando Saido Berahino empatou para o West Brom. A alegria, porém, viria aos 49 minutos. Benteke marcou o gol que recolocou os Villans no caminho das vitórias após quase três meses. Para mais vibração de Sherwood.

No final do jogo, o técnico acenou para a torcida colocando a mão sobre o pescoço, como se quisesse verificar o pulso e dizer que está vivo. Além disso, afirmou na coletiva que ficou “mais feliz pela vitória do que se a minha mulher ganhasse na loteria”. Mais do que os três pontos, o Aston Villa também ganhou um respiro na tabela. Saiu da zona de rebaixamento temporariamente, abrindo vantagem sobre os três últimos colocados, ainda que com jogos a mais. De qualquer forma, a chegada de Sherwood pode mesmo significar uma virada para os Villans. Especialmente pela vontade demonstrada pelo treinador.

Abaixo, quatro Vines que definem as emoções de Sherwood: o gol anulado, os dois tentos e o apito final.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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