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[Vídeo] Menino que “nunca poderia andar” puxou a entrada do Sheffield Wednesday em campo

O Sheffield Wednesday briga pelo acesso na segunda divisão do Campeonato Inglês. No entanto, a vitória sobre o Charlton acabou não sendo o fato mais importante no Estádio Hillsborough durante a rodada do fim de semana. Aliás, a bola ainda nem havia rolado quando o momento especial aconteceu. O time da casa entrou em campo puxado por Joe Danforth. O menino de 10 anos é portador da Síndrome Charge, alteração genética que acarreta em seis deficiências congênitas – afetando os sistemas cardíaco, respiratório, renal e motor, além da audição e da visão. Quando Joe era um bebê, seu pai ouviu dos médicos que o garoto nunca andaria.

“Eu nunca me senti tão orgulhoso. Vi meu filho puxar a fila de seu time ao campo, dentro do estádio que frequentamos todas as semanas. Nós vamos a todos os jogos e tudo o que ele ama é o seu futebol. Joe não pode falar, mas o futebol é sua paixão e ele ama tudo no Sheffield Wednesday. O sonho dele se tornou realidade no sábado e a experiência comoveu toda a família. Gostaríamos de agradecer a todos os envolvidos. É um momento do qual nunca vamos esquecer”, declarou o pai, Martin Danforth, em entrevista ao site do clube.

“Joe é completamente surdo, tem deficiência visual e passou por múltiplas operações, três delas para salvar a sua vida, incluindo uma no coração. Ele não pode falar, mas tem paixão por letras e números. Ele segura o carnê de temporada e senta nas arquibancadas com seu pai e sua irmã. Estamos absolutamente explodindo de orgulho. Eu tinha um nó na garganta, mas não chorei, porque Joe já é um homem”, complementou a mãe, Nichola Danforth.

Além da entrada em campo, Joe recebeu tratamento especial no estádio, ao lado de sua família. Pôde assistir à importante vitória das Corujas por 3 a 0. Certamente um exemplo para inspirar o time em um momento tão crucial da temporada.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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