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Van Gaal sobre ser técnico: “Eu não faço mais nada. Só delego e ganho muito dinheiro”

O técnico Louis van Gaal falou com muita sinceridade e bom humor na conferência anual de treinadores da LMA (sigla em inglês para (Associação dos Técnicos da Liga), que foi vista por um repórter do jornal Telegraph. Comentou seu início de carreira como técnico, o time vitorioso do Ajax e outros assuntos, entre eles, como a profissão do treinador mudou dos anos noventa para cá.

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Van Gaal considera-se um inovador por ter sido o primeiro treinador a usar vídeos e computadores portáteis e admitiu que a preparação para as partidas está bastante diferente. As suas tarefas também.

“Eu sou de um tempo em que o treinador fazia tudo. Agora, sou o treinador e tenho um departamento de ciência esportiva, um departamento de olheiros, um departamento médico, tenho técnicos assistentes. Eu não faço mais nada. Nada. Eu delego. Eu delego e ganho muito dinheiro”, disse, dando risada.

Leia outros bons trechos de Van Gaal, traduzidos para o português. A íntegra, em inglês, pode ser lida aqui.

Sobre ser técnico

Eu vivia perto do centro de treinamentos do Ajax e assistia às sessões de treinos. Todos meus amigos olhavam para os jogadores e eu olhava para o treinador. Era uma grande diferença. Joguei no nível mais alto na Holanda até ter 32 anos, mas não era um jogador de alto nível. Mas sabia de antemão que seria talvez um treinador muito bom.

Sobre o Ajax

Não tínhamos dinheiro e estávamos falidos, então eu tinha que olhar para a juventude. Achamos (Jari) Litmanen, um jogador finlandês que compramos por £ 10 mil (equivalente a R$ 57 mil). Também compramos Finidi George. Era da seleção nigeriana. Custava £ 3 mil (R$ 17 mil). Paguei eu mesmo! E, então, compramos Marc Overmars.

Mas os nomes que são lembrados são os de Seedorf, Kluivert, Reiziger. Vencemos tudo com um futebol muito ofensivo. Eu não falo muito isso porque senão o senhor Scholes ficaria brava comigo.

Sobre ser líder

Algumas vezes passo por momentos horríveis porque sou muito arrogante. Digo as coisas como elas são. É o jeito mais difícil porque você precisa sobreviver. Também acho que você toca as pessoas no coração. Como líder, você tem que tocar as pessoas, e não superficialmente, mas no coração.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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