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Três vídeos da loucura que tomou os arredores de Anfield na noite de comemoração do Liverpool

Tempos de proteção contra a pandemia exigem racionalidade. O futebol, porém, tantas vezes foge dessa racionalidade. E, de fato, é muito difícil imaginar que a racionalidade prevalecerá quando uma das torcidas mais apaixonadas do mundo vê seu clube encerrar um jejum de 30 anos no campeonato nacional. Por mais que as autoridades, a Premier League e o próprio Liverpool recomendassem que os torcedores permanecessem em casa, era de se prever que algumas centenas de pessoas sairiam às ruas para comemorar o título desta quinta.

Mesmo que os números desacelerem no Reino Unido, a região de Liverpool esteve entre as mais afetadas pelo coronavírus e o próprio jogo contra o Atlético de Madrid, pela Liga dos Campeões, contribuiu à contaminação. Todavia, era óbvio que nem todo mundo ia se privar do gosto de sair às ruas para vibrar com o mais aguardado troféu dos Reds. Segundo a BBC, cerca de 2 mil pessoas se aglomeravam nos portões próximos à lendária tribuna The Kop menos de duas horas depois da confirmação da taça. Não aconteceram tentativas de dispersar a multidão.

A polícia de Liverpool também apontou que a celebração não gerou confusões, mas ressaltou que a “grande maioria dos torcedores reconheceu que agora não é o momento de se juntar para celebrar, e escolheu marcar o evento com segurança”. A loucura é menor do que seria em condições normais, mas é significativa dentro da cautela que se pede pelo contexto. No entanto, confiar que 100% das pessoas iriam se segurar em casa é ignorar o lado humano do futebol – e o lado impulsivo / inconsequente da humanidade. Não é certo o que aconteceu, assim como não se nega o sentimento dos indivíduos. Só os cartolas para pensar que os torcedores se satisfazem no sofá.

Abaixo, três vídeos da comemoração em Liverpool, sobretudo nos arredores de Anfield. Inegavelmente, são imagens que possuem sua força:

 

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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