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Teve pressão do City e golaço de Touré, mas a vitória do jogaço ficou com o Arsenal

Quando o Manchester City encontrou o Manchester United, a expectativa era alta. Dois times ricos, rivais, com grandes ambições. E a partida decepcionou, dando subsídio à tese de que a Premier League está tão aberta por deficiência técnica dos grandes. Se foi o caso naquela ocasião, certamente não é nesta: o Arsenal, segundo colocado, e o City fizeram, nesta segunda-feira, uma grande partida no Emirates.

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O time da casa venceu por 2 a 1 porque soube ser eficiente e soube se defender muito bem diante da pressão do Manchester City, que permeou a maior parte do jogo. No primeiro tempo, o Arsenal deu apenas dois chutes a gol e colocou as duas bolas na rede. Walcott descolou um chute maravilhoso, aos 32 minutos, com passe de Ozil, o grande jogador de Wenger na temporada. O alemão deu pelo menos uma assistência em 12 das 17 rodadas da Premier League.

 

A jogada saiu pouco depois de De Bruyne ter a oportunidade de passar para David Silva, em melhor posição, mas preferir chutar – e errar. Giroud, antes do intervalo, completou um contra-ataque que surgiu em falha do zagueiro Mangala. O City teve a bola, deu sete chutes a gol, mas acertou apenas um. Não conseguiu transformar a pressão em gol. Ficou atrás do placar pela combinação da sua ineficiência com a objetividade do Arsenal e uma falha grave da defesa.

No começo do segundo tempo, o Arsenal teve pelo menos duas grandes oportunidades de matar a partida, com Campbell e Ramsey, mas ambos pararam em Joe Hart. As coisas ficaram piores para o City, aos 18, quando Sergio Aguero, que voltava ao time após quase um mês afastado por lesão, fez o que sabe fazer ainda melhor do que gols: machucou-se novamente. Qualquer ambição do Manchester City esbarra, com frequência, na condição física do seu principal jogador, que sofre para conseguir uma boa sequência de partidas.

Entrou Bony no lugar de Aguero. O marfinense deu mais poder de fogo para o City pelo alto e assustou Hart em duas cabeçadas. Mas quem recolocou o time na partida foi o seu compatriota. Como nos seus melhores momentos na Inglaterra, na época em que foi o principal jogador do país, Yaya Touré acertou um lindo chute de fora da área para descontar.

 

Faltavam apenas nove minutos para o final da partida. O City continuou pressionando, mas foi tarde demais. A vitória já tinha dono. O Arsenal chegou a 36 pontos e está a dois do líder Leicester. Mais importante que isso, abriu quatro de vantagem para o terceiro colocado Manchester City, tem sete para o Tottenham e o Manchester United. Vai disparando na frente em um momento importante da temporada, e se um dia o Leicester virar abóbora, tende a estar muito bem posicionado para conquistar seu primeiro título inglês desde 2004.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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