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Stekelenburg pega dois pênaltis e brilha no empate do Everton com o City

Maarten Stekelenburg chegou ao Everton, aos 34 anos, depois de passagens apagadas por Southampton, Monaco e Fulham. Foi contratado como homem de confiança de Ronald Koeman para suceder o experiente Tim Howard e, até agora, vem demonstrando que o técnico holandês tinha razão em apostar nele. Já havia feito defesas brilhantes no empate com o Tottenham, na primeira rodada da Premier League, e voltou a se destacar neste sábado, em outro 1 a 1 contra o Manchester City.

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Já seria suficiente dizer que Stekelenburg defendeu dois pênaltis contra o líder do campeonato – ambos cometidos por Jagielka, em um dia proporcionalmente inverso ao do goleiro holandês. Parou os chutes de De Bruyne e Agüero. Mas ele também realizou outras defesas importantes, com destaque para uma linda intervenção em chute do argentino de dentro da área. Realizou um total de sete defesas para segurar o domínio do Manchester City.

O Everton, no geral, teve uma sólida atuação defensiva, o que vem como um alento para a torcida acostumada à anarquia dos tempos de Roberto Martínez. Mesmo com 72,4% de posse de bola, o time de Guardiola conseguiu acertar apenas oito chutes a gol, e se Jagielka conseguisse não cometer faltas dentro da sua própria área, o City teria levado muito pouco perigo às traves adversárias. O Everton tem a segunda melhor defesa da Premier League, com apenas seis gols sofridos, atrás do Tottenham (4) – o Southampton também foi vazado seis vezes, mas ainda joga pela oitava rodada, no domingo.

O observador neutro ficou até com um pouco de pena de Stekelenburg, porque o gol de cabeça de Nolito, que havia acabado de entrar em campo, saiu logo depois dele defender o pênalti de Agüero e seu chute de dentro da área. O tento do espanhol cancelou o de Lukaku, marcado aos 19 minutos do segundo tempo, em um contra-ataque brilhante do Everton: Bolasie desviou no meio-campo, e o belga avançou no mano a mano com Clichy, que foi presa fácil para a potência do atacante.

Perguntaram a Guardiola, na esteira do seu começo perfeito de temporada, com 100% de aproveitamento nas dez primeiras partidas, se o Manchester City já estava jogando do jeito que ele queria. O espanhol respondeu que, se fosse este o caso, ele já poderia arrumar as malas e ir embora da Inglaterra. Três jogos seguidos sem vencer mostram o que deveria ser óbvio: a construção de um grande time leva tempo. Ronald Koeman está no mesmo processo, mas também se candidata a ser uma força dentro da Premier League, pelo menos na briga por vaga na Champions League.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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