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Sir Alex Ferguson, a biografia de um multicampeão

* Texto publicado originalmente em 4 de julho de 2011, para a série “25 maiores técnicos da história do futebol” e atualizado nesta quarta-feira.

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Alexander Chapman Ferguson, escocês nascido em Glasgow, no último dia de 1941, é um homem dono de muitas honrarias. A mais conhecida delas é o título de Sir, recebido da rainha da Inglaterra em 1999 por feitos quase inimagináveis como técnico de futebol. Outras tantas são homenagens das mais diversas. E muitos títulos.

Mas talvez o maior feito de Sir Alex Ferguson não esteja gravado num diploma, numa medalha, num troféu. Talvez, até, isso seja devidamente reconhecido somente daqui a alguns anos, quando o tempo tiver proporcionado o devido distanciamento necessário para uma análise mais fria.

Isso porque Ferguson é um dos poucos, pouquíssimos, casos de profissionais do futebol que podem se orgulhar de terem a sua trajetória misturada intrinsecamente a história de um grande clube mundial. Não é possível falar dele sem citar o Manchester United. E tampouco é possível falar do Manchester United sem citar Ferguson.

A explicação para tanto passa pelos 26 anos que ele está à frente dos Red Devils e pela extensa lista de títulos conquistados nesse período: treze Campeonatos Ingleses, cinco Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa, nove Supercopas da Inglaterra, duas Liga dos Campeões da Europa, uma Recopa Europeia, uma Supercopa Europeia e dois Mundiais.

Mas passa, principalmente, pelo fato de que, nas mãos dele, o clube de Manchester transformou-se em grande, na Inglaterra e no mundo. Deixou de ser um time com apenas sete conquistas nacionais para tornar-se o maior campeão inglês da história, com 19 troféus, e um dos clubes mais ricos do planeta.

Jogando na Escócia

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Filho de Alexander Beaton Ferguson – um trabalhador da indústria naval – e Elizabeth Hardie, Alex Ferguson nasceu na casa da sua avó e teve uma infância comum a qualquer garoto escocês da década de 1940.

A vida no futebol começou aos 16 anos de idade, quando estreou no time amador do Queen’s Park como atacante. E mesmo tendo marcado um gol na vitória por 2 a 1 sobre o Stranraer, ele descreveria esta primeira atuação como um “pesadelo”. Naquela época, Alex trabalhava nos estaleiros, como aprendiz de ferramenteiro, e se tornou ativista sindical.

A profissionalização como jogador veio em 1964, depois de uma passagem pelo St. Johnstone e uma quase emigração para o Canadá. Apesar de fazedor de gols (marcou 20 vezes em 31 jogos pelo Queen’s e 17 em 37 partidas pelo St. Johnstone), Ferguson não conseguia estabelecer-se como titular, o que o desanimou. A reviravolta ocorreu num amistoso contra o Rangers, em que ele fez três gols e chamou a atenção do Dunfermline Athletic, que o contratou. Na equipe, foram 89 partidas e 66 gols marcados.

O próprio Rangers levaria o então jogador, em 1967, numa negociação fora dos padrões financeiros entre clubes escoceses na época. Foi, também, a primeira polêmica de grandes proporções de sua carreira, já que sua esposa Cathie é católica, fato que não agradou aos torcedores.

Mas, pior ainda foi o que ocorreu dois anos depois, no clássico contra o Celtic, na final da Copa da Escócia: Ferguson falhou numa jogada do gol adversário, que valeu o título e não renovação de seu contrato. A frustração foi tão grande que ele atirou para longe a medalha de vice-campeão. Nas duas temporadas que passou no Rangers, ele atuou em 41 partidas e balançou as redes 25 vezes.

O futuro treinador ainda jogaria no Falkirk (95 jogos e 36 gols) e no Ayr United (24 partidas e nove gols) antes de encerrar a carreira de atleta aos 32 anos de idade, em 1974.

Início como técnico

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O trabalho de Ferguson como técnico de futebol começou em junho de 1974, à frente do escocês East Stirlingshire. Foram apenas cinco meses, mas suficientes para ele se impor como disciplinador. Bobby McCulley, um dos jogadores da época, chegou a declarar que teve até medo de Ferguson, tamanha eram a ordem e a disciplina implantadas por ele.

Com 52,94% de aproveitamento no Stirlingshire, ele foi convidado para dirigir o St. Mirren e iniciou a nova função em outubro daquele mesmo ano. E levou o clube a uma transformação, coroada na temporada 1976-77, com o título da divisão de para a Premier League da Escócia. E isso com um time que tinha média de idade de apenas 19 anos.

Foi no St. Mirren, também, a única demissão sofrida por Ferguson em toda a sua carreira. Ela esteve envolta, claro, em mais uma polêmica. O treinador teria sido dispensado por provocar violações de contrato – inclusive pagamentos não autorizados a jogadores. Além disso, ainda fora acusado de intimidar uma funcionária do clube com o objetivo de obter isenções fiscais.

Mas há quem diga, também, que tudo aconteceu “somente” porque o treinador passou a negociar sua transferência para o Aberdeen sem comunicar a direção do St. Mirren, que não o perdoou quando a notícia vazou. O próprio Ferguson nega o fato, garantindo que chegou até a solicitar que um diretor do St. Mirren o acompanhasse nas negociações com o outro clube.

O fato é que três anos e sete meses e 169 jogos depois que havia assumido o St. Mirren (foram 43,79% de aproveitamento), Ferguson viajava para Aberdeen, para dirigir o time de mesmo nome da cidade.

Campeão da Recopa da Uefa

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Então com apenas um título da Premier League (em 1954-55), o Aberdeen era um clube sedento por conquistas e apostava na contratação de Ferguson como a grande chance de chegar ao objetivo.

É certo que o sucesso viria, como realmente veio, mas o começo não foi nada fácil para o então jovem treinador. Mais novo do que boa parte do elenco, ele teve dificuldades em impor seu trabalho e ainda sofreu com vice-campeonatos tanto no Campeonato Escocês quanto na Copa da Escócia e na Taça da Liga Escocesa. Nesta última, em 1979, Ferguson assumiu publicamente a culpa pela derrota perante o Dundee United.

Mas era nítido que as coisas estavam prestes a mudar em Aberdeen. E mudaram na temporada 1979-80, quando o clube conquistou o título nacional, quebrando uma hegemonia de 15 anos da dupla Rangers e Celtic. Era o início de uma série de ouro para o clube, que voltaria a ser campeão escocês mais duas vezes (em 1983-84 e 1984-85) sob o comando de Ferguson.

Era também o começo do grande salto na carreira do treinador. Em 1982-83, ele levou o Aberdeen a uma inimiginável conquista da Recopa da Uefa. A campanha começou na primeira fase preliminar do campeonato, aquela da qual quase nunca sai o campeão. Por isso, as goleadas por 7 a 0 e 4 a 1 sobre o Sion, da Suíça, não chegaram a ser o prenúncio de uma conquista histórica.

Mas o Aberdeen foi tomando corpo ao longo da competição e eliminando um a um os seus adversários. Nas quartas de final, passou pelo Bayern de Munique. Nas semifinais, pelo Genk. E na final superou ao poderoso Real Madrid, então dirigido por Alfredo Di Stefano.

Sob o comando de Ferguson, o Aberdeen ainda levantaria os troféus da Copa da Escócia (1982, 83, 84 e 86), da Taça da Liga (1985-86) e da Supercopa Europeia (em 1983, superando o Hamburgo).

Também foi no clube que a fama de durão do treinador passou a ganhar maiores proporções. Ele foi até apelidado de “furioso Ferguson”, devido ao seu rigor tático e imposição da disciplina. Casos clássicos são a multa aplicada ao jogador John Hewitt, por tê-lo ultrapassado numa estrada e o chute dado no galão de chá dos jogadores durante o intervalo de uma partida em que eles tinham ido muito mal no primeiro tempo.

Na seleção

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O sucesso de Ferguson na Escócia atraía a atenção de clubes ingleses para o seu trabalho. Tottenham e Arsenal fizeram propostas para contratar o treinador, todas negadas por ele próprio. Apesar disso, o próprio Ferguson já havia comunicado à diretoria do Aberdeen que gostaria de deixar o time em 1986.

Um ano antes, a morte do então técnico da seleção escocesa, Jock Stein, fez com que Ferguson assumisse o posto na reta final das eliminatórias para a Copa do Mundo. Conciliando o trabalho na seleção com o do clube, ele classificou o país para o Mundial do México e dirigiu o time na competição, sendo eliminado na primeira fase. Foram apenas dez jogos no comando da seleção escocesa, com três vitórias, quatro empates e três derrotas.

Em 5 de novembro de 1986, 459 partidas e vários títulos depois de assumir o Aberdeen, eis que Ferguson finalmente encerra com 59,26% de aproveitamento o seu ciclo no clube, até hoje o último escocês a ganhar um título europeu.

Chegada ao Manchester

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A demissão de Ron Atkinson abriu caminho para a chegada do escocês ao Manchester United. O que era especulação tornou-se fato concreto em 6 de novembro de 1986. Naquele dia, certamente nem o mais otimista torcedor dos Devils ou o mais entusiasta pela carreira de Ferguson foi capaz de imaginar que estava nascendo uma enorme era de glórias e conquistas.

Como já havia ocorrido em outros lugares pelos quais passara, o início do trabalho em Old Trafford foi complicado. Ferguson pegou um time desmantelado, que apesar de ter faturado a Copa da Inglaterra do ano anterior, se ressentia de não vencer o Campeonato Inglês desde 1966-67.

Para piorar as coisas, o treinador ainda passou pela morte da mãe, vítima de câncer do pulmão, apenas três semanas depois que havia sido contratado.

Naquela primeira temporada sob nova direção, o Manchester foi apenas o 11.º colocada da Liga inglesa. A presença de Ferguson, porém, já começava a surtir efeito, mais uma vez com rigor pela disciplina dos atletas.

Em 1987/88, o vice-campeonato inglês trouxe de volta a esperança aos torcedores do Manchester, ainda que a diferença para o campeão Liverpool (nove pontos) tenha sido grande. Mas a decepção na temporada seguinte, com apenas o 11.º lugar e a precoce eliminação na FA Cup em casa perante o Nottingham Forest voltaram a desanimar os fãs.

Era preciso mais e Ferguson sabia disso. Aos poucos, ele ia convencendo o clube a gastar altas quantias e montar um elenco promissor, com contratações como Neil Webb, Paul Ince e Gary Pallister. Elas, porém, não evitaram uma goleada por 5 a 1 sofrida diante do grande rival Manchester City, em setembro de 1989. Foi o estopim para que torcedores e jornalistas pressionassem a direção do United pedindo a demissão de Ferguson, com o argumento de que, há três anos no clube, ele ainda não havia mostrado seu potencial.

E foi justamente a decisão de não demiti-lo que proporcionaria aos Red Devils, pouco tempo depois, a grande transformação. Os dirigentes apostavam no trabalho a longo prazo de Ferguson – e, evidentemente, estavam certos.

Mas talvez a história tivesse sido diferente se o Manchester não conseguisse a classificação para a final da FA Cup logo na sequência da humilhação sofrida diante do City. Quando o time foi ao estádio do Nottingham Forest, era mais do que esperado uma vitória da equipe da casa e a consequente demissão de Ferguson. Mas o time do escocês, que não vencia há sete partidas, surpreendentemente ganhou por 1 a 0 (gol do jovem Mark Robbins, então com 20 anos de idade), classificou-se para a decisão e salvou a cabeça do treinador.

Depois, ainda bateria o Crystal Palace por 1 a 0 no replay (após empate por 3 a 3 no primeiro jogo) e conquistaria o título da competição, o primeiro de uma série imensa da era Ferguson.

Primeiro título inglês

Classe de 92

Os anos 1990 começaram com o título da Recopa da Uefa de 1990/91, com o Manchester derrotando o Barcelona na final por 2 a 1. Mas a pressão sobre Ferguson continuava, já que seus comandados não conseguiam nem sequer chegar perto da conquista no Campeonato Inglês, então o principal desejo dos Devils (naquela mesma temporada, o time foi apenas o sexto colocado na competição nacional).

Depois de bater o Barça, o treinador chegou a prometer que ganharia a almejada competição no ano seguinte. Mas falhou. É verdade que chegou perto disso, liderando boa parte da competição, que foi vencida pelo Leeds United. Apesar disso, ainda ganhou a Supercopa Europeia e a Copa da Liga Inglesa.

Era preciso dar uma “dimensão extra” ao Manchester United, dizia Ferguson aos críticos que o cobravam pela ausência de um título nacional. E ela veio na temporada 1992/93.

Por “dimensão extra”, entenda a arrancada histórica de quem estava em 10.º lugar em novembro e terminou campeão, com mais de dez pontos sobre o vice, o Aston Villa. Entenda também como a milionária contratação do francês Eric Cantona, que passou a formar a famosa dupla com Mark Hughes, responsável – e muito – por devolver o Manchester ao topo da Inglaterra.

Curiosamente, a temporada em que Ferguson venceu pela primeira vez o campeonato nacional inglês foi também a primeira da Premier League, que viria a se tornar um dos principais e mais rentáveis campeonatos do mundo. Foi, também, quando o escocês recebeu pela primeira vez o título de treinador do ano na Inglaterra.

A década ainda guardava excelentes momentos para os fãs do United. O time voltaria a ser campeão da Premier League em 1993/94, 1995/96, 1996/97, 1998/99 e 1999/2000.

E Alex Ferguson passava a figurar como bom contratador de jogadores importantes e um exímio lançador de novos talentos. Ao longo da década e meia que está à frente do Manchester United, Ferguson foi o responsável pela contratação de craques como Cantona, Hughes, Solskjaer, Ronny Johson, Barthes, Ruud Van Nilstelrooy, Cristiano Ronaldo, Rio Ferdinand e Tevez, por exemplo. E lançou promessas, que se transformaram em ídolos: Ryan Giggs, Roy Keane, Gary Neville, Paul Scholes, Phil Neville, David Beckham e Wayne Rooney, entre outros.

Tríplice Coroa e primeira Liga dos Campões

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Em 1998/99, Alex Ferguson comandou o Manchester United à inédita tríplice coroa. Além do Campeonato Inglês (cuja conquista já estava virando praxe para os Devils), o time ainda faturou a FA Cup e a Liga dos Campeões da Europa.

A FA Cup teve um gosto especial pela vitória dramática sobre o grande rival Arsenal na semifinal, conquistada na prorrogação depois que o adversário perdeu um pênalti no último minuto do tempo regulamentar. Na decisão, o Manchester derrotou o Newcastle.

Mas nada se compara ao que aconteceu na Liga dos Campeões daquela temporada. A emoção começou já no jogo da volta da semifinal, com uma virada espetacular sobre a Juventus, em Turim: o Manchester perdia por 2 a 0 e chegou aos 3 a 2 a seis minutos do termino da partida.

Na final, o memorável e histórico duelo com o Bayern de Munique, no Camp Nou. Perdendo por 1 a 0 desde os seis minutos (gol de Basler), o United só empatou aos 46’ do 2.º tempo, com Sheringham. O que já era um milagre e levaria o jogo para a prorrogação tornou-se algo surreal quando Solskjaer, dois minutos depois, faria o gol que deu o segundo título europeu da história do clube.

Era o que bastava para que, em 12 de junho de 1999, Alex Ferguson se tornasse um cavaleiro da rainha e passasse a ostentar o título de Sir antes de seu nome.

Naquele mesmo ano, o Manchester derrotaria o Palmeiras na final do Mundial Interclubes, em Tóquio.

Segunda Liga dos Campeões

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Vieram os anos 2000 e o Manchester United seguiu ganhando títulos nacionais. Levantou os troféus das temporadas 2000/01, 2002/03, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2010/11. Com este último, aliás, tornou-se o maior campeão inglês da história com 19 conquistas. O que é incrível, se lembrarmos que, quando o escocês chegou, os Devils haviam sido campeões apenas sete vezes.

Claro que nem tudo foram flores e derrotas doídas também aconteceram, assim como eliminações precoces na Liga dos Campeões.

Mas foi nesse período que Ferguson se notabilizou como quebrador de recordes individuais, como alguém capaz de atingir números incríveis na carreira. Em 2006, por exemplo, ele comemorou 20 anos como técnico do clube, algo impensável nesse mundo do futebol, que tem a regra não escrita de demitir o treinador sempre que o time não vai bem.

Na comemoração dos 20 anos como manager dos Devils, Ferguson recebeu homenagens das mais diversas. Uma delas veio do seu velho rival, Arsène Wenger, treinador do Arsenal, com quem duelou em inúmeros jogos decisivos.

“Não importa as diferenças que temos, é uma conquista fantástica”, disse na época.

Homenagens à parte, Ferguson almejava mesmo era sua segunda conquista europeia. E para conquistá-la, não poupou esforços, nem dinheiro no início da temporada 2007/08: contratou Owen Hargreaves, Nani, Anderson e Tevez. Era o escocês formando aquele que considerou como o melhor elenco que já teve nas mãos.

O fruto do trabalho veio em maio de 2008, um mês inesquecível para os Devils. No dia 11, uma vitória por 2 a 0 sobre o Wigan garantiu a conquista de mais um título inglês – curiosamente, no aniversário de 25 anos da Recopa da Uefa ganha por Ferguson à frente do Aberdeen.

E no dia 21, a glória maior: a vitória por 6 a 5 na decisão por pênaltis sobre o Chelsea, em Moscou (após o empate por 1 a 1 com bola rolando) e o segundo título europeu de Sir Alex Ferguson (o terceiro do United).

Sob o comando de Ferguson, o Manchester ainda chegaria mais duas vezes à decisão da Liga dos Campeões. Em ambas (2008-09 e 2010-11), perdeu para o Barcelona.

A última grande conquista

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Depois dos fracassos na Liga dos Campeões, outro grande baque sentido por Ferguson aconteceu na Premier League 2011/12. Não bastasse a ascensão do Manchester City e a derrota dos rivais por 6 a 1 em Old Trafford, o United deixou o título escapar de maneira melancólica. Tinha a taça nas mãos durante as rodadas finais, mas derrapou e deixou escapá-la no saldo de gols.

Ferguson não poderia deixar o Manchester United tão cedo. Não desta maneira. Trouxe Robin van Persie, aquele que considerou uma de suas maiores contratações em Old Trafford. Ganhou o salto de qualidade que faltava para sobrar contra os Citizens. O título irretocável da Premier League veio com quatro rodadas de antecedência. O 13º de Fergie, igualando o total do Arsenal em sua história. O 20º do United, superando o Liverpool como maior vencedor da história do Campeonato Inglês.

Foi a deixa para que Ferguson se despedisse da torcida. Não de maneira definitiva, mas da beira dos gramados. Continuará escrevendo sua trajetória nos bastidores, não tão visado, como dirigente. Depois de 27 temporadas no comando dos Red Devils e prestes a completar 1500 partidas justamente em sua despedida, o veterano merece um descanso.

Antes do adeus, o técnico mais vitorioso da história do Manchester United tinha ganhado estátua em frente a Old Trafford, além de nomear um dos setores do estádio. Homenagens mais do que justas, diante de todas as contribuições de Sir Alex Ferguson ao clube. E gestos bem pequenos diante de sua representatividade. Ser eternizado em bronze não é nada quando já se está guardado para sempre nas memórias afetivas de milhões de torcedores.

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Equipe Trivela

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