Inglaterra

Vida sem Casemiro: Empate mostra que United pode ter problemas após saída do brasileiro

Brasileiro foi desfalque em empate sem brilho contra o Sunderland, o que liga alerta ao time de Carrick

O Manchester United voltou a campo neste sábado (9) para enfrentar o Sunderland, no Stadium of Light, em partida válida pela 36ª rodada da Premier League. Os Red Devils saíram com um empate sem gols e sentiram falta de Casemiro.

Entre os brasileiros possíveis para o confronto, apenas Matheus Cunha esteve entre os titulares. Casemiro, líder do meio-campo do time de Michael Carrick, esteve de fora dos relacionados.

Casemiro faz falta ao Manchester United contra o Sunderland

O brasileiro, que viu sua fala sobre Endrick, Neymar e seleção brasileira durante entrevista virar assunto nas redes sociais, ficou de fora do jogo contra os Black Cats. O clube confirmou que o volante ainda não estaria 100% fisicamente para o confronto.

Mesmo assim, espera-se que Casemiro volte para o duelo diante do Nottingham Forest, no próximo domingo (17), no que seria sua despedida de Old Trafford — uma vez que já está confirmada sua saída do clube ao fim da temporada.

Carrick conversa com jogadores do Manchester Un
Carrick conversa com jogadores do Manchester United (Foto: IMAGO / Pro Sports Images)

Sua ausência contra o Sunderland, por sua vez, já foi sentida. O United levou a campo uma dupla de volantes de Kobbie Mainoo e Mason Mount, com Bruno Fernandes como meia armador, e teve dificuldade de controlar o meio-campo.

O próprio time de Régis Le Bris, que não costuma dominar os jogos com a posse de bola, se viu muito tempo com o controle no meio e entrou na área com tabelas e aproximações que não vinham sendo comuns para a equipe durante a temporada. No primeiro tempo, teve 52% de posse e finalizou dez vezes, enquanto o United não conseguiu levar perigo de nenhuma forma.

Do outro lado, Granit Xhaka dominou o jogo. Foi quem mais tentou e completou passes, quem mais progrediu o jogo com passes e um dos que mais progrediu com conduções. Sem o brasileiro, teve espaço e tempo para tomar as rédeas do meio-campo.

Mainoo, um segundo volante técnico, e Mount, um meia de origem que foi recuado, não conseguiram dar a fiscalidade exigida ao meio-campo. Tanto para proteger o United da pressão quanto para impedir a progressão adversária. E sem um jogador no estilo de Casemiro, isso será impactante na próxima temporada.

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Como o Manchester United vai viver sem Casemiro?

No elenco, Michael Carrick tem em Manuel Ugarte um volante mais próximo do arquétipo do brasileiro. No entanto, desde que chegou do PSG, em 2024, o uruguaio não conseguiu se firmar — e, inclusive, deve ser vendido na próxima janela de transferências.

Sem esse tipo de jogador, no entanto, o clube precisaria ir ao mercado. Mainoo não é um primeiro volante que cumpra esse papel, mesmo que há quem diga que ele tem aprendido com o brasileiro.

Aurelién Tchouaméni, que se envolveu em polêmica no Real Madrid, tem sido um dos nomes cotados. Seu encaixe, por exemplo, seria ideal: um volante que combina força, qualidade defensiva e grande capacidade de construção.

No Manchester United atual, Casemiro é crucial por auxiliar na construção, com força para sustentar a pressão, boa criação jogando de frente para o gol e diagonais longas. Tchouaméni, por exemplo também faz tudo isso com qualidade.

Casemiro pelo Manchester United (Foto: Imago/Propaganda Photo)
Casemiro pelo Manchester United (Foto: Imago/Propaganda Photo)

A imposição física e técnica do brasileiro formam uma combinação que nenhum jogador do elenco atual tempo. Casemiro é um defensor consagrado, pressiona bem, apesar da idade, e comanda o balanço defensivo em transições e durante fases defensivas mais compactas. Mainoo, por exemplo, não consegue fazer isso.

O sucesso do United pós-Casemiro passa justamente por encontrar alguém que consiga fazer o que o brasileiro faz: proteger tão bem quanto cria e, de quebra, chegue à frente com perigo para criar e finalizar.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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