Roy Keane: ‘Bellingham pode se tornar um dos maiores jogadores de todos os tempos’
Lenda irlandesa destaca liderança, qualidade técnica e comprometimento do meio-campista inglês dentro de campo
Roy Keane colocou Jude Bellingham em uma prateleira que poucos jogadores alcançam tão cedo na carreira. O ex-meio-campista irlandês afirmou que o jogador do Real Madrid tem potencial para entrar na história como um dos maiores de todos os tempos.
A declaração veio em um momento em que Bellingham segue como uma das principais referências da Inglaterra, mantendo protagonismo com a seleção depois de uma Copa do Mundo de grande impacto.
— Eu acho que Bellingham pode se tornar um dos maiores de todos os tempos. Contanto que ele não se lesione e mantenha a cabeça no lugar — disse Keane à “ITV”.
Trivela: Futebol europeu por quem entende
A avaliação chamou atenção não só pelo nome de quem a fez, mas também pelo perfil do jogador que Bellingham já se tornou. Aos 23 anos, o inglês deixou há algum tempo de ser tratado como uma promessa. Sua passagem pelo Real Madrid consolidou uma presença cada vez maior no futebol de elite, enquanto, pela Inglaterra, ele assumiu responsabilidades que normalmente exigem muito mais tempo de seleção.
Após uma excelente Copa do Mundo, na qual conduziu a Inglaterra ao terceiro lugar, Bellingham continuou em evidência com os Três Leões. Nesta pausa internacional, voltou a mostrar influência direta no ataque e capacidade para participar de diferentes momentos do jogo.
Na goleada por 7 a 0 sobre a Croácia, marcou um gol e deu três assistências, alcançando uma marca que reforça a dimensão de sua atuação: tornou-se o primeiro meio-campista inglês a participar diretamente de quatro gols em uma mesma partida desde David Platt, contra San Marino, em 1993.
🏴Kane e Bellingham conduzem Inglaterra em atropelo sobre a Croácia, mas nome da Data Fifa é outro https://t.co/s0D2IP6T9f
— Trivela (@trivela) October 3, 2026
Jude Bellingham: um meio-campista que influencia diferentes partes do jogo
A produção ofensiva é apenas uma parte daquilo que chama a atenção em Bellingham. Para Keane, justamente a maneira como o inglês atua sem a bola é um dos elementos que mais o diferencia. O ex-jogador destacou o comprometimento do meio-campista na pressão, na recomposição e na disposição para trabalhar defensivamente, características que ajudam a explicar sua influência sobre o restante da equipe.
— A atitude dele com a seleção inglesa ultimamente… Eu o elogiei por ser fantástico com a bola, mas o que ele faz sem ela é o que motiva todos esses jogadores. Se você tem um jogador tão bom no seu time, que é incrível com a bola, joga no Real Madrid e faz coisas brilhantes, mas acima de tudo, tem um comprometimento excepcional sem a bola, isso vai inspirar todos os outros jogadores. Ele é um grande líder para eles.
Essa combinação é uma das principais valências de Bellingham. Ele não depende exclusivamente de gols ou assistências para participar das partidas. Sua capacidade de conduzir a bola, aparecer em zonas avançadas, pressionar adversários e disputar espaços no meio-campo faz com que sua presença se estenda por diferentes setores. É um jogador capaz de oferecer soluções tanto quando a Inglaterra tem a posse quanto quando precisa recuperar a bola.
No Real Madrid, essa característica também ganhou outra dimensão. O inglês atua em um ambiente no qual a cobrança é permanente e qualquer jogador precisa responder em diferentes contextos. Ainda assim, Bellingham conseguiu rapidamente ocupar um papel central, combinando chegada à área, força física, qualidade técnica e leitura das jogadas.
Protagonismo com a Inglaterra
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A seleção inglesa, por sua vez, encontrou em Bellingham um jogador capaz de assumir protagonismo em partidas de alto nível. Sua participação ofensiva não se resume à conclusão das jogadas: ele também aparece na construção, aproxima-se dos atacantes e consegue transformar recuperações de bola em ações perigosas.
Nesta Liga das Nações, o meio-campista também mostrou capacidade de responder depois de uma ausência. Ele havia ficado fora da partida contra a Tchéquia, mas voltou ao time e teve participação decisiva na goleada sobre a Croácia. Antes disso, concedeu uma assistência na derrota para a Espanha em Wembley, mantendo sua presença nos jogos grandes e entre os jogadores mais influentes dos Três Leões.
A pausa internacional termina nesta terça-feira (6), novamente diante da Tchéquia, em casa. O confronto tem peso importante para a Inglaterra, que busca praticamente assegurar uma vaga nas quartas de final da Liga das Nações e continuar na disputa pela liderança do grupo, atualmente nas mãos da Espanha.