Inglaterra

Rodrigo Muniz: ‘Ele é o melhor zagueiro do mundo. Quase todos os atacantes falam dele’

Atacante do Fulham destaca três defensores da Premier League e rasga elogios à compatriota

Rodrigo Muniz não fala por falar. Em seis temporadas na Inglaterra, o atacante do Fulham acumulou enfrentamentos contra alguns dos zagueiros mais duros do futebol europeu — e construiu repertório suficiente para opinar com propriedade. Às vésperas do duelo contra o Liverpool, neste sábado (11), o brasileiro abriu o jogo sobre os adversários que mais o desafiaram na Premier League.

Revelado pelo Flamengo, Muniz chegou ao futebol inglês em 2021 ainda como uma aposta em desenvolvimento. Passou por um período de adaptação, incluindo um empréstimo ao Middlesbrough na temporada 2022/23, e desde então vem encarando diferentes estilos de marcação — dos defensores mais físicos aos mais técnicos.

Em entrevista à “ESPN Brasil”, o centroavante destacou Virgil van Dijk, do Liverpool, e Harry Maguire, do Manchester United, como os zagueiros mais complicados de enfrentar.

— Eu acho que o van Dijk, as últimas temporadas aqui, quando eu joguei contra ele, é um zagueiro muito bom, porque é rápido e forte. Ele te dá um espaço, só que ele consegue pegar você na velocidade e na força. E para mim o Maguire também, porque sempre que a gente joga contra o United, é um zagueiro que gosta muito do contato e eu também gosto. Então é uma luta boa — destacou.

Mas é ao falar do melhor zagueiro do mundo na atualidade que Muniz surpreende. Para ele, Gabriel Magalhães, peça fundamental do líder Arsenal e da seleção brasileira, está um passo à frente dos demais.

— E o melhor zagueiro do mundo hoje, o Gabriel Magalhães, é um zagueiro muito difícil. Não só eu, mas quase todos os atacantes falam dele. É um zagueiro que tem bons passes e consegue ajudar o Arsenal a sair da pressão — completou.

O que sustenta o prestígio de Gabriel Magalhães na Premier League?

Gabriel Magalhães em ação pelo Arsenal
Gabriel Magalhães em ação pelo Arsenal (Foto: Celina Leiers / STEINSIEK.CH / Imago)

O respeito que Gabriel Magalhães conquistou na Premier League começa pelo que é mais visível: a solidez defensiva. Forte no contato, dominante pelo alto e seguro no posicionamento, o zagueiro do Arsenal consegue sustentar duelos constantes sem perder o controle das ações. Mais do que intensidade, há leitura — ele escolhe bem quando antecipar, quando recuar e raramente se expõe de forma desnecessária, algo essencial em um campeonato de ritmo tão alto.

Dentro do modelo de Mikel Arteta, há também uma exigência clara sobre o papel dos zagueiros com a bola. Gabriel cumpre essa função com consistência: participa da saída, oferece linha de passe e mantém bom nível de precisão, especialmente em passes curtos e médios.

Essa combinação ajuda a explicar por que ele é tão bem avaliado por quem o enfrenta. Em uma liga que cobra tanto fisicamente quanto tecnicamente, Gabriel entrega estabilidade em diferentes contextos — seja com a linha mais baixa, seja em um bloco mais adiantado.

Não é um zagueiro de excessos, e justamente por isso se torna difícil de ser batido: reduz espaços, erra pouco e sustenta um nível alto de desempenho ao longo da temporada.

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O momento de Muniz na Inglaterra

Se o diagnóstico sobre os zagueiros vem carregado de convicção, os próprios números de Muniz na temporada pedem contexto. Em 2025/26, o atacante soma apenas um gol e uma assistência em 18 jogos — estatísticas abaixo do que se espera de um camisa 9. O cenário, no entanto, está diretamente ligado às lesões que interromperam sua sequência.

O brasileiro sofreu dois problemas físicos importantes ao longo da temporada. O primeiro, em setembro, travou o início de campanha. Quando parecia retomar ritmo em outubro, uma nova lesão, desta vez no músculo posterior da coxa, em novembro, exigiu até cirurgia. O impacto foi claro: menos minutos, menos ritmo e dificuldade para engrenar.

Ainda assim, Muniz mantém características que explicam sua utilidade dentro do Fulham. É um centroavante de presença física, que sustenta duelos, faz o pivô e ataca a área com agressividade. Ao mesmo tempo, tem mobilidade para sair da referência e participar mais do jogo, algo que se conecta diretamente com o trabalho do técnico Marco Silva.

— Eu acho que o Marco Silva monta muito bem o time. Tem jogos que eu tenho que sair mais para jogar, tem jogos que eu tenho que levar a zaga mais, afundar mais eles. Acho que depende do jogo.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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