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O preço do remorso? O Arsenal, que ignorou Bale em 2006, conhece

Gareth Bale é o grande nome da janela de transferências, cotado para quebrar o recorde de contratação mais cara da história. Enquanto isso, o Arsenal surge como o maior perdedor, especulando vários nomes e se contentado, por enquanto, apenas com Yaya Sanogo e Mathieu Flamini. E o que aconteceria se os Gunners fechassem com o craque galês? Essa possibilidade está longe da realidade hoje em dia, ainda mais diante da rivalidade com o Tottenham. Entretanto, quase aconteceu na década passada.

A história foi revelada por Tony Adams, ex-capitão do Arsenal. Em 2006, o ícone dos londrinos passou a trabalhar como olheiro do clube. E foi até o Southampton observar o prodígio que surgia. Aos 17 anos, Bale jogava como lateral e não impressionou o ex-zagueiro justamente por sua atuação defensiva. Adams avaliou que o garoto não tinha qualidades suficientes para proteger o lado esquerdo do Arsenal.

“De qualquer maneira, fui ver Bale no Southampton e disse não ao Arsenal. Eu admito isso, ao vivo, na frente das câmeras!”, declarou, em entrevista à BBC, na qual comentava a importância do equilíbrio entre funções ofensivas e defensivas dos laterais do Arsenal. A história já tinha sido comentada por Arsène Wenger ao The Sun, em junho. Na época, o treinador já contava com Ashley Cole e Gael Clichy para a lateral esquerda e preferiu apostar em outra promessa dos Saints, Theo Walcott.

O restante da história é notável. Walcott se juntou ao Arsenal em 2006 mesmo, levado por € 10,5 milhões. Bale passaria mais uma temporada e meia no Southampton, antes de assinar com o Tottenham, por € 14,7 milhões. Além de carregar os Spurs nas costas muitas vezes, algo que Walcott não fez no Emirates, o galês deverá bancar a montagem de um time fortíssimo. A prova de como um erro de avaliação pode custar caro.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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