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O futebol inglês era bem tosco antes da Premier League

Neste domingo o jornal inglês Guardian resolveu lembrar um vídeo onde West Brom e Charlton duelavam pela Copa da Inglaterra de 1989-90. Na ocasião, após forte chuva em The Hawthorns, vimos um retrato claro do que era o futebol no país naqueles tempos.

Antes da reformulação para a Premier League em 1992 e a abertura do mercado para que mais estrangeiros jogassem em clubes ingleses, o esporte bretão era uma coisa bem tosca, previsível com abuso do famoso chuveirinho, tática que marcou por anos a Inglaterra. O campeonato girava em torno de jogadores britânicos, com poucas exceções. Assim era difícil contar com italianos, argentinos e brasileiros, já que a visão dos dirigentes era quase preconceituosa com estrangeiros.

Muito em função do estilo de jogo adotado naqueles lados, craques internacionais não queriam defender os maiores times ingleses. Evidente que precisamos considerar o momento que atravessava no futebol: a Itália era de longe a liga mais competitiva, povoada por talentos mundiais e de 1985 a 90 os clubes ingleses estavam impedidos de disputar competições europeias após o desastre de Heysel.

Mas toda essa evolução não precisa ser explicada agora. Isso fica para um outro texto. Voltando ao vídeo de West Brom e Charlton: era janeiro de 1990 na Inglaterra e as condições climáticas estavam lamentáveis. Tão lamentáveis que você chega até a pensar que se trata de um jogo perdido no Campeonato Capixaba. Se ninguém dissesse que é um jogo entre dois adversários da elite inglesa, você certamente não saberia dizer quem estava em campo.

Para que os amigos leitores não tomem apenas esse exemplo como base ou me acuse de ser injusto com os ingleses, achei outro jogo, este entre Manchester United e Sheffield United, no mesmo ano. Se hoje batemos palmas para o padrão Premier League, onde vários dos maiores jogadores do mundo estão empregados, um olhar para o passado também se faz necessário.

Não que os ingleses tenham esse costume, mas numa dessas devem pensar algo como “puxa vida, ainda bem que o tempo passou”. Confira abaixo dois exemplos do futebol caneludo praticado na Terra da Rainha:

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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