Premier League

West Ham aproveitou fragilidade do Leeds na bola parada e manteve a sua boa fase

O Leeds é um dos times mais vulneráveis a jogadas de bola parada na Premier League. O West Ham é um dos mais fortes nesse quesito. O encontro entre os dois, não por acaso, foi decidido com um gol de escanteio e outro em cobrança de falta a favor dos Hammers, que venceram por 2 a 1 em mais uma derrota da equipe de Marcelo Bielsa como mandante nesta temporada.

Segundo números da Sky Sports, o Leeds havia concedido 21 chances ao adversário em jogadas de bola parada nesta temporada, atrás apenas do Sheffield United. Por outro lado, o West Ham criara 20. Somente o Chelsea era mais produtivo nesse tipo de lance. Criou mais algumas nesta sexta-feira e aproveitou duas para virar o jogo após Matheus Klich abrir o placar de pênalti nos primeiros minutos.

Apesar de conseguir manter um bom nível de atuação, os resultados rarearam ao Leeds. Agora são apenas duas vitórias em nove rodadas. O maior problema está no Ellan Road, onde ganhou do Fulham, em seu primeiro jogo em casa pela Premier League em 16 anos, antes de emendar dois empates e agora três derrotas.

O West Ham deu a volta por cima após um início de temporada conturbado por críticas públicas de seu capitão Mark Noble à venda de um garoto para o West Brom e com poucos reforços. Depois de perder do Newcastle na estreia, foi derrotado apenas por Arsenal, Liverpool e Manchester United. Com quatro vitórias em cinco rodadas, aparece em quarto lugar, antes do resto da tabela entrar em campo no fim de semana.

E olha que a partida começou complicada para o West Ham. Logo aos dois minutos, Liam Cooper bateu a carteira de Haller no meio-campo e passou na medida para Patrick Bamford. O centroavante do Leeds estava no processo de driblar Fabianski quando foi derrubado. Pênalti. Mateusz Klich foi para a cobrança e…. recuou ao goleiro. Para sua sorte, o assistente de vídeo flagrou Fabianski adiantado na hora da batida e mandou voltar. Klich jogou a bola no outro lado e abriu o placar.

A partida seguiu bastante movimentada, e o West Ham poderia ter empatado antes se Haller fosse pelo menos sombra do atacante daquela temporada pelo Eintracht Frankfurt. Ainda faz um trabalho efetivo de pivô, mas incrível como perdeu tempo de bola e qualidade de finalização. Aos 10 minutos, por exemplo, teve uma cabeçada de frente para o gol. Pegou só de raspão e facilitou o bloqueio de Kalvin Phillips. Logo na sequência, recebeu de Bown, dominou, girou e bateu muito mal.

O Leeds respondeu com chegadas de Rodrigo e Raphinha, que não conseguiu chutar direito, e foi punido em um escanteio. Bowen cobrou da direita e Soucek subiu bem para cabecear. Meslier talvez pudesse ter feito algo melhor na jogada além de apenas tocar a bola com a ponta dos dedos, mas foi realmente uma finalização de muito perto.

Bamford abriu os trabalhos da etapa final com um chute torto da entrada da área, e Luke Ayling conseguiu barrar Haller, que havia novamente recebido de Bowen antes de dominar com o corpo e girar para bater. Ele conseguiu exigir boa defesa de Meslier, com uma cabeçada espalmada por cima do travessão, e Benrahma estava particularmente propenso a arriscar de média distância. Phillips respondeu na mesma moeda, com um chute rasteiro perto da trave. Bowen quase mandou no ângulo antes de Fornales aproveitar o erro de Cooper e bater cruzado, tirando tinta do poste.

No minuto seguinte, Balbuena apareceu na área para completar uma cobrança de falta com uma pedrada que gerou uma linda defesa de Meslier. Era um mal sinal ao Leeds. Quatro minutos depois, Aaron Cresswell cruzou da esquerda e Ogbonna testou com firmeza para dar a vitória ao West Ham.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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