Premier League

Wenger sente falta do Arsenal e da Premier League: “Foi o fim de uma paixão”

O chefe de desenvolvimento global da Fifa deu entrevista à Sky Sports para falar dos 30 anos da Premier League

A saída de Arsène Wenger do Arsenal representou o fim de uma paixão, mas não do amor que o francês sente pelo clube que comandou durante 22 anos. Em entrevista à emissora Sky Sports para falar sobre os 30 anos da Premier League, o chefe de desenvolvimento global da Fifa afirmou que também sente falta do Campeonato Inglês.

Wenger deixou o norte de Londres em 2018 e afirmou mais de uma vez que se arrepende de não ter saído antes. Embora tenha havido algumas especulações, o técnico (ou ex-técnico) de 72 anos não acertou com nenhum outro clube e decidiu trabalhar para a Fifa. Foi um dos principais entusiastas da proposta de realizar a Copa do Mundo a cada dois anos.

“Você sente falta da intensidade e dos grandes momentos, e dos bons e maus momentos também”, disse Wenger. “Fisicamente, quando você trabalha 22 anos no futebol, é como se fossem 100 anos na vida normal. Senti tristeza, foi o fim de uma paixão. Eu ainda amo o Arsenal e a Premier League. É a primeira liga que eu vejo, mesmo hoje em dia. Mas você não faz mais parte dela de perto, como fazia antes, e isso é difícil”.

Ele contou que, curiosamente, quando chegou ao Arsenal em 1996, a sua ideia era ficar pouco tempo. “Eu achei que seria (um trabalho de) curto prazo. Achei que ficaria dois ou três anos. Poderia ter sido menos também. O Arsenal tinha uma boa mistura de tradição e inovação. Eles fizeram uma enorme aposta comigo e fico muito grato por isso. Estávamos no começo de muitas inovações na liga, mas fomos os primeiros a ter um novo centro de treinamento, a ter dados físicos e táticos”, disse.

Wenger conquistou três vezes a Premier League – uma delas invicto – e se orgulha bastante da consistência que atingiu, com um período de oito anos entre 1997 e 2005 em que terminou sempre em uma das duas primeiras posições. “Eu respeito a consistência. Quando eu olho para um feito, eu gosto da consistência. Fomos campeões três vezes e cinco vezes vice-campeões. Conseguimos ficar de maneira consistente no topo”, explicou.

Hesitando a escolher um favorito claro, Wenger citou alguns jogadores que adorou treinar em duas décadas como técnico do Arsenal. “Os jogadores que você pensa são os seus Thierry Henrys. Dennis Bergkamp entre 2002 e 2004. (Patrick) Vieira e (Robert) Pirès também. Depois disso, tive grandes jogadores também, que não tiveram o sucesso. Wilshere, Ramsey, Fàbregas. Não posso esquecer esses jogadores, então não posso escolher um favorito”, disse.

Um dos principais rostos do momento em que a Premier League explodiu, Wenger travou duras batalhas contra Alex Ferguson, do Manchester United, e depois com José Mourinho, do Chelsea. Foi 15 vezes eleito o melhor treinador do mês, três vezes o melhor da temporada e comandou 828 jogos de Premier League, com 476 vitórias, 199 empates e 153 derrotas.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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