Vieira não teve piedade do ex-clube e o Crystal Palace amassou um desencontrado Arsenal
O Crystal Palace teve uma atuação de gala no Selhurst Park e infligiu dura derrota sobre o Arsenal, que deixou o G-4
Patrick Vieira se eternizou no Arsenal como um meio-campista colossal, de enorme liderança em um dos períodos mais vitoriosos do clube. No Crystal Palace, por sua vez, o treinador ganha apoio da torcida pelo estilo de jogo corajoso praticado pelo time e que rende resultados interessantes – dentro das limitações. Nesta segunda-feira, em Selhurst Park, seria a vez de os torcedores dos Gunners conhecerem essa face do antigo ídolo. As Águias fizeram uma partidaça diante de sua gente e cortaram o embalo do time de Mikel Arteta. O inapelável triunfo por 3 a 0 serve ao orgulho do Palace, enquanto acaba por tirar o Arsenal do G-4, ultrapassado exatamente pelo rival Tottenham.
Poucos minutos bastaram para se perceber que o jogo seria aberto em Selhurst Park. As duas equipes tentavam acelerar suas jogadas e a imprimir um ritmo forte. Faltavam chances claras, mas a ameaça imposta pelo Palace era visível, com o time da casa já melhor. Isso até que o gol surgisse aos 16 minutos, numa cobrança de falta na intermediária. O cruzamento seria desviado no segundo pau por Joachim Andersen e Jean-Philippe Mateta definiu de cabeça na pequena área. Neste momento, o Arsenal sentiu o baque.
Ainda mais vivo no jogo, o Crystal Palace não demorou a ampliar, aos 24. Joachim Andersen descolou um lançamento em profundidade. Gabriel Magalhães errou o carrinho e, com isso, Jordan Ayew escapou diante de Aaron Ramsdale. O ganês só precisou bater para tirar o goleiro e correr para o abraço. O Arsenal ficou mais com a bola na reta final do primeiro tempo, o que significava pouco diante da confiança do Palace. A defesa das Águias fechava os espaços e o ataque acelerava. Mateta exigiria uma boa defesa de Ramsdale em chute pelando, que o goleiro só rebateu. Do outro lado, as mínimas tentativas dos Gunners se resumiram a cabeçadas tortas de Alexandre Lacazette e Gabriel Magalhães.
O Arsenal precisava melhorar bastante, depois de um primeiro tempo desconcentrado e com raríssimas ameaças. Gabriel Martinelli entrou no lugar de Nuno Tavares, mas a melhora não seria tão gritante. Os Gunners ficavam com a bola, embora tivessem dificuldades para criar. Ramsdale seria exigido antes na segunda etapa, numa falta potente de Joachim Andersen. Vicente Guaita não tinha tanto trabalho e, quando os adversários acertavam o gol, era em cima do goleiro do Palace – como em lance no qual Emile Smith Rowe apareceu totalmente livre na área.
O Crystal Palace se via numa situação favorável, em que fechava os espaços e podia contra-atacar. Um grande susto ocorreu aos 22, quando Martin Odegaard bateu de primeira e mandou ao lado da meta. Porém, Vieira trancou o meio e logo as Águias ganharam um pênalti sobre Wilfried Zaha. O ponta acelerou e foi derrubado de maneira infantil por Odegaard. O próprio marfinense converteu, aos 29. A situação ruim até piorou quando Thomas Partey saiu lesionado. Na reta final, os Gunners exerceram um desesperado abafa. Nem o gol de honra conseguiram, já que Guaita e Marc Guéhi salvaram uma tentativa dupla na área, antes que Eddie Nketiah acertasse a trave quando arriscou de longe.
O Crystal Palace fecha a rodada da Premier League na nona posição, com 37 pontos. Os três pontos permitiram que as Águias ultrapassassem Leicester, Aston Villa e Southampton de uma só vez. Já o Arsenal estaciona com 54 pontos, atrás do Tottenham no saldo. Os Gunners ainda têm uma partida a menos que os rivais, mas a briga volta a se abrir, com os tropeços voltando a se tornar recorrentes para o time de Arteta.



