Premier League

Vexame na estreia contra o Crystal Palace reforça necessidade de contratações ao United

Não faltavam indícios de que o Manchester United precisava de mais reforços para a atual temporada. De qualquer forma, o vexame na estreia da equipe na Premier League exacerbou essas necessidades. Jogando no Old Trafford, a equipe de Ole Gunnar Solskjaer foi derrotada por 3 a 1 pelo Crystal Palace, que não havia feito três gols em um só jogo em toda a temporada passada. Wilfried Zaha, ex-United, foi o grande nome do encontro.

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Reforçando os problemas defensivos vistos na temporada passada, o Manchester United foi vazado rapidamente em sua estreia. Aos sete minutos de jogo, Schlupp recebeu a bola na esquerda, ganhou no um contra um com Lindelöf e cruzou rasteiro. Na segunda trave, Townsend chegou sozinho, aproveitando vacilo de Shaw, que não acompanhou sua corrida. Tranquilo, o inglês bateu para fazer 1 a 0.

Depois de 20 minutos de muita lentidão com a bola e sem criatividade, o United acelerou suas descidas e passou a levar algum perigo ao Crystal Palace. Pogba e McTominay tentaram finalizações da intermediária. O primeiro parou em defesa tranquila de Guaita, enquanto o segundo viu a bola passar à esquerda do gol.

No fim do primeiro tempo, o Crystal Palace teve excelente chance de ampliar o placar. Zaha puxou o contra-ataque rápido, foi interrompido inicialmente por Bruno Fernandes, mas pegou a sobra e abriu pela esquerda com Ayew. O ganês driblou McTominay dentro da área e bateu forte, para excelente defesa de De Gea, que mandou para escanteio.

Tendo iniciado com Daniel James titular pela ponta direita devido à necessidade de descansar Mason Greenwood, Ole Gunnar Solskjaer voltou do intervalo com o prodígio já em campo, substituindo o galês, que pouco fez nos 45 minutos iniciais. Constantemente, quando tinha a bola no terço final, James tomava as decisões erradas, matando ataques promissores. E foi justamente com Greenwood que veio a melhor chance do United no segundo tempo.

Aos 15 minutos, Fosu-Mensah cruzou da direita, e o novo camisa 11 do United apareceu sozinho na segunda trave para cabecear. Para sua infelicidade, a finalização aconteceu sem direção, indo à direita do gol de Guaita.

Jogando no contra-ataque, o Crystal Palace multiplicava suas chances. Aos 21 minutos, em um desses lances, Ayew ganhou a melhor para cima de Lindelöf e tocou para Zaha, que balançou a rede. No entanto, em posição de impedimento, o ponta viu seu gol invalidado.

Precisando de algo novo no jogo ofensivo, Solskjaer deu a Van de Beek a sua estreia com a camisa do Manchester United. Aos 22 minutos, o neerlandês entrou no lugar de Paul Pogba, que pouco fez no jogo. O reforço, no entanto, sequer teria tempo de tentar recolocar os Red Devils na busca pela vitória.

Aos 25 minutos, uma checagem do VAR viu toque de mão de Lindelöf dentro da área e assinalou o pênalti. Inicialmente, David De Gea defendeu a batida de Ayew, mas o auxiliar de vídeo apontou posição irregular do goleiro, forçando uma nova cobrança uns bons segundos após a bola voltar a rolar. Zaha, então, assumiu a responsabilidade e converteu, fazendo 2 a 0.

Dez minutos mais tarde, na única boa notícia ao United neste sábado (19), o estreante Van de Beek diminuiu para os donos da casa, pegando sobra de um cruzamento e batendo de direita para vencer Guaita.

O sopro de esperança, no entanto, foi breve. Aos 40 minutos do segundo tempo, Zaha recebeu na entrada da área, ganhou de Lindelöf no corpo e bateu forte, no canto direito de De Gea, para matar o jogo: 3 a 1.

Com o resultado, o Crystal Palace chegou a seis pontos em duas rodadas, tendo vencido na estreia contra o Southampton por 1 a 0. Se, por um lado, a estatura do United transforma o seu fracasso na maior história da noite, o time londrino também tem seu mérito, que não é pouco. Muito bem armado por Roy Hodgson desde a temporada passada, o Palace começa bastante positivamente a nova campanha.

Ao United, é hora de recolher os cacos e repensar sua estratégia no mercado de transferências. Desde o fim da temporada passada, as carências do elenco estavam claras: um zagueiro precisava chegar para fazer dupla com Maguire, um lateral esquerdo era necessário para relegar Luke Shaw a opção de banco de reserva, e um ponta direita era a maior prioridade, oferecendo alternativa de qualidade ao ótimo trio formado por Rashford, Martial e Greenwood.

Lindelöf teve a pior atuação individual do duelo, Shaw mostrou repetidas vezes suas fraquezas, inclusive no gol que inaugura o placar, e Dan James, titular no lugar do poupado Greenwood, reforçou com seu desempenho que não tem futebol para manter a qualidade do ataque no caso de ausência de um dos titulares.

Diante da janela agitada do Chelsea, dos reforços pontuais de City, Liverpool e Arsenal e do mercado do Tottenham, que acertou com Reguilón e Bale, dois alvos do próprio United, a atuação desastrosa dos Red Devils na janela é motivo de grande frustração à torcida, que exerce pressão enorme sobre a direção contra a lentidão nos negócios. Esta pressão agora ganha um nível maior depois das evidências deste sábado.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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