Premier League

Vardy e o ataque do Leicester impuseram a terceira derrota seguida ao insosso Arsenal

O Leicester ainda sonha com uma vaga em competição europeia, algo que o seu técnico Brendan Rodgers tem falado nas últimas semanas. Neste domingo, os Foxes receberam o Arsenal no estádio King Power, pela Premier League, e venceram de forma categórica. Organizado, o time se defendeu bem no primeiro tempo e, no segundo, aproveitou as chances para vencer, e bem, por 3 a 0. Jamie Vardy foi o nome do jogo com dois gols, mas vale o destaque também para James Maddison, que fez o passe para o primeiro gol e também brilhou na partida.

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O primeiro tempo acabou em 0 a 0, mas não por falta de esforço do Leicester. O time comandado por Brendan Rodgers teve as melhores chances durante todo o jogo e não abriu o placar na etapa inicial porque o goleiro alemão Bernd Leno impediu, nas melhores chances. Em uma delas, em cabeçada de Wilfred Ndidi, fez um milagre.

O Arsenal ficou com um jogador a menos no fim do primeiro tempo, tornando as coisas um pouco mais difíceis. Ainsley Maitland Miles fez uma falta dura no meio-campo, tomou um segundo cartão amarelo e acabou expulso de campo. Isso, claro, complicou os planos de Unai Emery, tanto que ele já voltou do intervalo com uma alteração. Tirou o atacante Alex Iwobi e levou a campo Laurent Koscielny, mudando o esquema de jogo para três defensores atrás.

O problema é que o Leicester continuava melhor em campo e criando chances. Com 14 minutos da segunda etapa, veio o gol. Maddison recebeu na intermediária ofensiva, cruzou para a área e encontrou Youri Tielemans, que tocou de cabeça e venceu o goleiro Leno. Depois do gol, o Leicester cresceu ainda mais no jogo, passando a criar chances em contra-ataques proporcionados pelo espaço dado pelo Arsenal, que se adiantou.

Só que o segundo gol não veio de um contra-ataque. A bola estava com o goleiro Kasper Schmeichel, que olhou para o centroavante Jamie Vardy e lançou a bola direto para o seu camisa 9. O zagueiro Koscielny falhou, Vardy, de frente com Leno, tocou por cima. A bola tocou no travessão e sobrou para o próprio Vardy tocar para o gol, defendido então apenas por Sokratis: 2 a 0, aos 41 minutos.

O gol praticamente tinha selado a vitória, mas o Leicester teve duas chances para ampliar ainda mais o placar. Na primeira, Harvey Barnes teve a chance e podia rolar para o meio onde Maddison entrava livre, mas preferiu chutar para o gol e perdeu. Na segunda chance, o lateral Ricardo Pereira tabelou, recebeu na frente e passou pela defesa do Arsenal como se estivesse com um convite para uma festa e rolou para o meio, onde Vardy estava bem posicionado para só empurrar para as redes. Estava atrás da linha da bola, portanto, em posição legal.

O gol, aos 49 minutos, foi só o último ato de uma bela vitória do Leicester e de um terrível dia para o Arsenal, mais uma vez com problemas defensivos sérios. Foi a terceira derrota consecutiva do Arsenal na Premier League. Antes, o time tinha perdido do Wolverhampton, no meio da semana, por 3 a 1, e tinha sido derrotado também pelo Crystal Palace por 3 a 2 na semana anterior.

Com isso, os Gunners estacionam em 66 pontos, correndo risco de ser ultrapassado pelo Manchester United, que vem logo abaixo, com 64 pontos, ou mesmo ver a distância para o Chelsea aumentar para quatro pontos, já que os Blues estão uma posição acima, em quarto.

O Leicester, por sua vez, chega à oitava posição na tabela da Premier League, 51 pontos, três a menos que o Wolverhampton, concorrente por uma potencial vaga na próxima Liga Europa. Potencial porque depende do Manchester City ser campeão da Copa da Inglaterra, diante do Watford – que, no momento, é o 10º colocado na tabela, com 50 pontos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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