Na letra da lei, era apenas um jogo de primeira rodada, adiado para o meio da temporada. Na prática, era muito importante para o . Poderia significar a liderança e também testaria o time de Solskjaer contra o tipo de adversário que ele mais odeia enfrentar. Por esse exame, passou apertado, mas encontrou uma maneira de vencer o por 1 a 0, assumiu a ponta e preparou um clássico apetitoso contra o Liverpool para o próximo domingo, às 13h30 (Brasília).

É a primeira vez que o United assume a liderança do após a virada do ano desde a temporada 2012/13. Vale lembrar, a quem é supersticioso, que aquela foi a última campanha liderada por Alex Ferguson e também a última vez que os Red Devils venceram a Premier League. Mais importante que isso é que eles têm sido o time mais regular da tabela desde o começo do ano passado.

Tanto em um recorte mais amplo, quanto nas últimas semanas. Em uma temporada marcada por oscilações e circunstâncias difíceis para todos, conseguir nove vitórias em 11 rodadas é um grande feito em si e não importa se tenha tido muitas dificuldades em algumas dessas partidas. Se conseguir manter parte desse embalo, certamente brigará pelo título, o que seria um marco de evolução importante para o trabalho tantas vezes contestado de Solskjaer.

A preocupação foi ter mais uma vez sofrido contra uma equipe que marca com a linha baixa e se fecha tão bem quanto o Burnley – cenário que um candidato ao título mais encara em uma liga nacional. Aos 17 minutos, conseguiu criar para Bruno Fernandes chegar batendo, em cima de Nick Pope, mas as próximas oportunidades foram quase todas com arremates de fora da área.

Nenhum problema, faz parte do jogo, mas também indica dificuldades para infiltrar. Harry Maguire chegou a abrir o placar no primeiro tempo, gol anulado por falta em Erik Pieters, e Martial fez com que Pope voasse ao ângulo para evitar um golaço, minutos antes do fim da etapa.

Com novo dono, e tendo conseguido se afastar um pouco da zona de rebaixamento, o Burnley não estava muito preocupado em ganhar a partida, embora de vez em quando causasse algum perigo com suas bolas longas e paradas. Enquanto isso, o United seguia tentando de longe. Fernandes teve duas, ambas defendidas por Pope, antes de Rashford cruzar para Pogba pegar de primeira da entrada da área. Pareceu um golaço, mas houve um desvio em Matthew Lowton que enganou Pope e diminuiu o mérito estético do lance.

Faltavam 20 minutos para o fim da partida. Os 20 minutos mais preocupantes ao United porque o fraco poder de fogo do Burnley causou muitos problemas a De Gea. O empate até poderia ter saído se Matej Vydra fosse capaz de chutar uma bola em linha reta ou se Eric Bailly não tivesse feito um par de bloqueios essenciais. Na melhor oportunidade, James Tarkowski ficou de frente para o gol, na marca do pênalti, mas, na finalização, mostrou por que é zagueiro.

Com sete vitórias e um empate, o United segue imbatível como visitante, contexto em que suas características funcionam melhor. Tem três pontos a mais que o Liverpool – e um em relação ao City, considerando que o time de Pep Guardiola vença os dois jogos a menos – , o que é uma vantagem confortável para ir a Anfield sem tanta pressão e tentar se firmar de vez como candidato ao título.

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