Premier League

United reserva deu trabalho, mas não segurou o Leicester. Resultado: City é campeão inglês pela sétima vez

A cavadinha de Sergio Agüero e a virada do Chelsea na sequência adiaram o título do Manchester City. Mas não por muito tempo

A cavadinha de Sergio Agüero e a virada do Chelsea na sequência adiaram o título do Manchester City. Mas não por muito tempo. Nesta terça-feira, Ole Gunnar Solskjaer escalou um Manchester United completamente reserva para enfrentar o Leicester. Deu trabalho, Cavani, Rashford e Bruno Fernandes até entraram no segundo tempo, mas as Raposas saíram com a vitória, por 2 a 1. Isso significa que, pela sétima vez na história, o Manchester City é campeão inglês.

Solskjaer estava em uma situação impossível. O adiamento do clássico contra o Liverpool para a próxima quinta-feira apertou o calendário. Três jogos em cinco dias. Teria que colocar um time bastante reserva em algum deles. Se o fizesse hoje, seria acusado de entregar o título ao City, favorecer o Leicester e tentar prejudicar o Liverpool na briga pelo G4. Se o fizesse na quinta-feira, o contrário: estaria beneficiando o Liverpool e prejudicando o Leicester.

Como o próprio Solskjaer disse antes da partida, a briga por vaga na próxima Champions League não é problema dele. Tomou a melhor decisão para o Manchester United. A disputa pelo título com o Manchester City nunca foi real, mesmo que pudesse chegar a quatro pontos da primeira colocação na sexta-feira. Ainda bastaria uma vitória em três jogos para o City. É compreensível que tenha escolhido o jogo do meio da maratona para poupar seus titulares e também o é que tenha preferido um time forte para um clássico, sempre importante em si.

Logo, o United teve Brandon Williams, Eric Bailly, Axel Tuanzebe e Alex Teles na defesa, Van de Beek, Matic e Juan Mata no meio-campo, Anthony Elanga e Amad Diallo pelos lados e Mason Greenwood como centroavante para enfrentar um Leicester quase inteiro. Com a final da Copa da Inglaterra no fim de semana, Brendan Rodgers não quis arriscar dois jogadores importantes que poderiam estourar. Deixou Ricardo Pereira e James Maddison no banco de reservas.

Precisava dar uma resposta, após ser facilmente batido pelo Newcastle na sexta-feira. Foi o senhor do começo da partida e abriu o placar cedo, com uma bonita finalização de primeira de Luke Thomas na segunda trave, completando o cruzamento de Tielemans. Mas o Manchester United não demorou para responder. Aos 16 minutos, Diallo pressionou o mesmo Thomas, ficou com a bola pela direita e acionou Greenwood. O garoto-prodígio entrou na área, deu o drible em Söyüncü e bateu cruzado para marcar um bonito gol.

Os donos da casa assumiram o controle do primeiro tempo, que terminou com poucas chances e apenas duas finalizações ao alvo – os dois gols. O panorama mudou depois do intervalo, com o Leicester se impondo um pouco mais. De Gea fez uma linda defesa para bloquear a tentativa de Iheanacho, que havia invadido a área após outro passe de Tielemans.

Por volta dos 20 minutos, os poupados começaram a sair do banco de reservas. Rodgers colocou Maddison na vaga de Ayoze Pérez. Solskjaer lançou Cavani e Rashford. E logo na sequência, o Leicester fez o segundo. Albrighton bateu escanteio, e Söyüncü se antecipou bem para completar.

Em excelente fase, Iheanacho descolou um ótimo cruzamento para Vardy na segunda trave. O atacante ajeitou de cabeça para o meio da área, e Tielemans não marcou o terceiro por muito pouco. Solskjaer tirou sua última carta da manga e colocou Bruno Fernandes em campo para tentar criar alguma coisa nos 15 minutos finais.

Quase deu certo. Um ótimo passe de Telles para Mata, por trás da defesa, terminou em cruzamento à boca do gol. Cavani dividiu com a defesa e a sobra ficou com Fernandes. O caminho ao gol estava congestionado, então ele tentou bater com efeito, mas pegou mal na bola e mandou para fora. Fernandes comandou algumas ações do United nos últimos minutos, sem sucesso.

Com a derrota, o Manchester United fica com 70 pontos, contra 80 do Manchester City, a três rodadas do fim. Com a briga pelo título definida, ambos podem focar em suas finais europeias. O United enfrenta o Villarreal pela taça da Liga Europa, em 26 de maio. Três dias depois, o City joga contra o Chelsea pela Champions League.

A vitória foi importantíssima para o Leicester. Agora, com 66 pontos, mantém uma folga em relação ao Liverpool, mesmo que este vença os dois jogos a menos. Após a decisão da Copa da Inglaterra, poderá focar nos pontinhos que faltam para garantir a vaga na Champions League. Ainda enfrentará o mesmo Chelsea e o Tottenham.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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