Premier League

United consegue o ponto que queria, em dia de pouca pontaria do City

José Mourinho, principalmente em início de trabalho e com o time ainda em formação, é um dos maiores pragmáticos. Queria apenas não perder no estádio do Manchester City e conseguiu. Praticamente não atacou e contou com uma tarde de pontaria muito abaixo do normal de Sergio Agüero e seus companheiros para sair de campo com um empate por 0 a 0 e um pontinho valioso: com ele, tanto o United quanto o City podem ultrapassar o Liverpool, caso vençam seu jogo a menos, e entrariam na zona de classificação para a próxima Champions League.

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O United não teve Ibrahimovic, fora da temporada, e Pogba. O meio-campo foi escalado com Carrick, Herrera e Fellaini. Forte, pegador e apropriado para a proposta de Mourinho. Restringiu o Manchester City a chutes de longe ou em condições ruins. Exceto aos 9 minutos, quando De Bruyne cruzou da direita e Agüero, de muito perto, acertou a trave. Um erro incomum para o atacante argentino, que perde um gol que poderia ter mudado totalmente a dinâmica da partida.

 

A essa altura, o City já tinha mais posse de bola, mas a maioria dela era no meio-campo e no seu campo de defesa. Ocupava pouco o último terço do campo para pressionar o Manchester United. Aos 25 minutos, Bravo vacilou em um chute relativamente tranquilo de Martial, Mkhitaryan pegou o rebote, e o goleiro chileno se redimiu com uma boa defesa.

Agüero, por sua vez, também tentava se redimir. Tentou de todo jeito. Primeiro, de cabeça, para fora. Não alcançou cruzamento de Kolarov. De fora da área, De Gea encaixou. Em jogada individual, chutou por cima. Tentou servir Sterling, e a finalização dele também foi alta demais. No fim do primeiro tempo, na melhor chance do United, Herrera quase marcou de cabeça, em cobrança de falta de Rashford.

Rashford, aliás, foi um homem muito solitário durante esses 90 minutos. Enquanto Agüero, sozinho, finalizou nove vezes, o inglês não deu um chute sequer. A pressão do City seguiu na segunda etapa, mas em uma dinâmica parecida à da primeira: chutes de longe, altos ou fracos, sem problemas para De Gea.

Fellaini deu uma mãozinha para o jogo nos minutos finais, ao ser expulso de maneira pouco inteligente, recebendo dois cartões amarelos em um espaço de dois minutos. Virou, mais ainda, ataque contra a defesa, e o City até conseguiu balançar as redes, no retorno de Jesus: o atacante brasileiro entrou no lugar de Sterling logo depois da expulsão e, nos acréscimos, completou cruzamento de Agüero para o gol. Mas estava impedido.

 

Números do jogo: o Manchester United teve 31% de posse de bola e deu apenas três chutes a gol. O City, por sua vez, finalizou 19 vezes, mas apenas seis foram às mãos de De Gea, quase todas terminando em defesas fáceis. Exceto a bola na trave de Agüero no começo da partida. Aquela, se tivesse entrado, poderia ter mudado totalmente o panorama do jogo. Talvez para um mais aberto.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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