Premier League 2026/27

United de Carrick afunda em erros, é castigado por Rayan e Evanilson e perde mais uma

Bournemouth aproveita falhas defensivas, vence fora de casa e aprofunda crise de um United cada vez mais perdido

O Bournemouth venceu o Manchester United por 3 a 0 neste domingo (25), em pleno Old Trafford, pela oitava rodada da Premier League. O resultado amplia a crise dos Red Devils, que chegaram ao oitavo jogo consecutivo sem vitória e veem a pressão sobre Michael Carrick aumentar em meio a uma sequência de atuações decepcionantes.

Sem conseguir encontrar soluções para os problemas da equipe, o treinador voltou a deixar dúvidas sobre sua capacidade de reorganizar um time que parece cada vez mais distante de uma resposta convincente.

Do outro lado, os brasileiros Rayan e Evanilson tiveram participação decisiva na vitória dos Cherries. O ex-atacante do Vasco abriu o placar e deu início à construção do resultado, enquanto o ex-Fluminense marcou o terceiro gol, confirmando o triunfo visitante. A dupla brazuca foi fundamental para transformar as fragilidades do United em uma vitória expressiva fora de casa.

Carrick muda novamente, e Manchester United segue sem identidade

A escalação escolhida por Carrick voltou a chamar atenção antes mesmo de a bola rolar. A cada partida, o treinador parece apostar em uma formação ou estratégia diferente, sem conseguir estabelecer uma base sólida para o Manchester United. Desta vez, a principal decisão foi deixar Bruno Fernandes no banco de reservas, uma escolha que ganhou ainda mais repercussão pelo momento conturbado vivido pelo clube.

Oficialmente, Carrick justificou a ausência do capitão por razões estritamente táticas. Na Inglaterra, porém, a decisão foi relacionada às críticas feitas pelo português após a goleada por 4 a 1 sofrida diante do Como, pela Champions League. Na ocasião, Bruno questionou a postura adotada pela equipe e defendeu uma abordagem mais agressiva, com pressão alta e maior disposição para assumir riscos.

O próprio treinador não descartou a possibilidade de uma medida disciplinar ao ser questionado sobre o assunto, alimentando as especulações em torno do afastamento do meia do time titular.

Independentemente da justificativa para a escolha, o problema do United vai muito além de uma decisão envolvendo seu principal articulador. A equipe continua sem uma identidade reconhecível, alternando comportamentos sem demonstrar consistência em nenhuma das fases do jogo. Falta organização na saída de bola, coordenação na pressão e equilíbrio entre os setores.

O resultado é um time que frequentemente parece não saber como reagir quando o adversário acelera ou encontra espaços para atacar. Em vez de apresentar sinais de evolução, os Red Devils repetem problemas que comprometem o desempenho coletivo.

Contra o Bournemouth, essas deficiências ficaram evidentes mais uma vez. O primeiro gol surgiu após Ayden Heaven cometer uma falta desnecessária, que deu aos visitantes a oportunidade de abrir o placar com Rayan. No segundo, Leny Yoro escorregou perto da própria área, facilitando a jogada que terminou com o gol de Marcus Tavernier. Foram erros individuais, mas que também expuseram a falta de segurança de um time incapaz de controlar situações básicas da partida.

Michael Carrick durante Manchester United 0 x 3 Bournemouth
Michael Carrick durante Manchester United 0 x 3 Bournemouth (Foto: Mark Pain / IMAGO)

Como foi a vitória do Bournemouth sobre o United

Mais à vontade e consciente de suas ações, o Bournemouth foi consideravelmente melhor no primeiro tempo. Organizado e comprometido com seu plano de jogo, o time visitante pressionava alto e sabia o que fazer quando tinha a bola. Aos 38 minutos, abriu o placar com Rayan. Em cruzamento perfeito de Justin Kluivert, o brasileiro “se fingiu de morto” no segundo poste e, com belo chute de primeira, venceu Senne Lammens.

Perdido em campo, o Manchester United tinha muita dificuldade em sair da pressão alta. A equipe de Michael Carrick acumulava erros técnicos, não conseguia dar sequência nas jogadas e sentiu o gol de Rayan. Não à toa, sofreu outro menos de cinco minutos depois: Yoro escorregou perto da área, Truffert roubou a bola e rolou para Tavernier só empurrar e balançar as redes.

No segundo tempo, o cenário permaneceu praticamente o mesmo. Os Red Devils seguiram apáticos e desorganizados, facilitando o trabalho visitante. Com 25′ no relógio, Evanilson fechou a conta e aumentou o vexame de Carrick e companhia. Mount perdeu a bola, e Cook deu um chutão para o ataque. O brasileiro deu um toque para tirar de Lammens, que saiu mal do gol, e bateu de longe para fazer o terceiro.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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