Premier League

Wolverhampton ameaça, mas Salah brilha como garçom e lidera virada do Liverpool

Com assistências de Salah, o Liverpool chegou a 16 partidas de invencibilidade pela Premier League - a maior sequência em andamento

A invencibilidade do Liverpool na Premier League, a maior em andamento, esteve seriamente ameaçada por um primeiro tempo muito ruim no Estádio Molineux. O Wolverhampton abriu o placar, cedeu pouco na defesa e teve chance para ampliar. No segundo tempo, a história mudou. Mohamed Salah brilhou como garçom e deu assistência (na prática) para todos os gols da vitória por 3 a 1. Com 13 pontos em cinco rodadas, os Reds não perdem há 16 jogos pelo Campeonato Inglês.

Desfalcado, Liverpool leva um baile

Jürgen Klopp tinha problemas para escalar a sua defesa. Ibrahima Konaté retornou aos treinos apenas esta semana, Trent Alexander-Arnold estava com dores musculares e Virgil Van Dijk cumpriu suspensão pela expulsão contra o Newcastle. Três das primeiras opções para o miolo da zaga não estavam disponíveis porque Joe Gomez teve que ser deslocado à lateral direita, para a qual não há um reserva natural no elenco. O jovem Jarell Quansah, 20 anos, estreou como titular.

Essa defesa remendada foi destruída pelo Wolverhampton e, principalmente, por Pedro Neto. Logo aos sete minutos, o ponta português recebeu pela esquerda, com liberdade. Gomez estava na marcação, mas logo foi trocado por Szoboszlai, que ficou para trás. Matip foi driblado com imensa facilidade antes do cruzamento rasteiro à segunda trave. Andrew Robertson não conseguiu bloquear a batida de Hwang Hee-Chan, nem Alisson estava bem posicionado para fazer a defesa.

Não foi um lance isolado. Neto toda hora levava vantagem pela esquerda, tanto contra Szosboszlai quanto contra Gomez. Aos 13 minutos, ele não ligou para nenhum dos dois antes de bater de fora da área, perto da trave, e na marca da meia hora, deixou Gomez para trás com um toquinho antes de cruzar para Matheus Cunha. Livre, o centroavante brasileiro errou completamente o cálculo do cabeceio e perdeu uma chance claríssima.

Se os problemas estavam na defesa, então pelo menos o Liverpool continuou atacando como sempre, certo? Não. Darwin Núñez não retornou em condições perfeitas da seleção uruguaia, e Luis Díaz começou na reserva. Foram apenas cinco finalizações no primeiro tempo, e as duas mais perigosas saíram nos minutos finais. Antes, apenas uma batida de Diogo Jota, após cruzamento de Salah, e uma cabeçada de Gakpo, ambos por cima do travessão.

A melhor chance de empatar surgiu de uma saída em falso de José Sá. Salah carimbou a marcação e, no rebote, o goleiro português se redimiu com uma boa defesa contra Szoboszlai.

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Klopp estanca a sangria

Klopp trocou Mac Allister por Díaz no intervalo. Cody Gakpo desceu para o meio-campo, e o Liverpool melhorou. Logo de cara, Robertson recebeu o lançamento pela esquerda e cruzou para uma cabeçada perigosa do colombiano. Szoboszlai, pouco depois, avançou pelo meio e, em jogada que envolveu Díaz e Jota, Salah recebeu pela direita e cruzou à boca do gol. Gakpo completou em seu último ato na partida antes de ser substituído por Darwin Núñez.

Harvey Elliott também entrou, na vaga de Diogo Jota. O Liverpool ficou bem ofensivo, às vezes se posicionando com quatro atacantes quando tinha a bola. Não o deixou mais vulnerável aos contra-ataques. Eles até diminuíram de frequência e eram mais rapidamente anulados. Em tabela com Díaz na entrada da área, Núñez recebeu em liberdade dentro da área, mas muito em cima de José Sá, que conseguiu abafar uma grande chance para a virada dos Reds.

Agora era ataque contra defesa. O Liverpool ocupava todo o campo do adversário, sem demorar para recuperar a bola. A virada, porém, demorou um pouco. Mas saiu. Elliott deu bom passe para Díaz chegar batendo pela esquerda. Craig Dawson mandou para escanteio, e Sá recolheu a cobrança. No entanto, sua reposição foi muito ruim. Robertson interceptou, abriu na esquerda com Salah e se projetou na área para desviar às redes.

Em vantagem, o Liverpool pôde explorar os contra-ataques para matar a partida. Núñez girou no meio-campo, já nos acréscimos, e abriu na direita com Salah. O primeiro passe voltou ao egípcio, que esperou a hora certa para rolar à entrada da área. Elliott bateu mal. A bola ia para fora. Mas o desvio em Hugo Bueno direcionou a bola à parte interna da trave. Gol contra, o que tira oficialmente a terceira assistência de Salah na partida. Mas, na prática, foi, e os Reds completaram uma importante virada, principalmente depois do péssimo primeiro tempo.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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