Premier League

Rüdiger responde rumores: “Se fosse tão anti-Lampard, não teria sido titular em seus últimos jogos”

À época da demissão de Frank Lampard, Antonio Rüdiger foi apontado por parte da imprensa inglesa como um dos líderes de um grupo de jogadores insatisfeitos no elenco do Chelsea atuando pela saída do treinador. O zagueiro, que tem sido titular sob o novo técnico, Thomas Tüchel, apontou para a titularidade nas partidas finais de Lampard como evidência de que nunca foi esta figura que pintaram.

Ao longo da passagem de Lampard como técnico dos Blues, não é segredo que o jogador não esteve sempre entre os preferidos do treinador para a zaga. Dos 84 jogos em que esteve à frente da equipe, o treinador escalou Rüdiger em apenas 35. Ainda assim, explica o alemão, os rumores teriam mais a ver com um período seu de insatisfação no início da temporada do que com qualquer leitura da situação mais recente.

“Se eu fosse tão anti-Lampard, por que eu teria sido escalado por ele em seus últimos jogos? Não faz sentido. O Frank Lampard é muito respeitado no clube e pelos torcedores. Essa percepção de que eu estava contra o treinador tem mais a ver com o momento de início de temporada, em que eu não estava sendo relacionado”, explicou ao Bild.

Junto das especulações de contestação de Rüdiger a Lampard havia conversas de uma possível transferência do alemão. O zagueiro explicou que este não foi o caso na última janela, apenas na de verão, no início da temporada, revelando ainda que esteve perto do Paris Saint-Germain.

“Não é segredo que houve conversas com o PSG. O período antes do fim da janela de transferências foi simplesmente muito curto. Houve idas e vindas. No fim, não deu certo. O Chelsea quis me manter, e eu não queria deixar Londres. Já estávamos no fim da janela de transferências, havia apenas alguns dias restantes. Eu pensei: ‘Vou ficar aqui e lutar por meu espaço’.”

Rüdiger admite ter desejado deixar o clube àquela época, mas, desde então, seu foco mudou completamente, dedicando-se a brigar por uma vaga.

“Eu certamente pensei nisso enquanto não estava sendo relacionado. Mas todos sabem: estamos em uma pandemia, nem todos os clubes têm liquidez no momento. Eu queria ficar aqui, mesmo tendo propostas. (…) Pouco depois do Natal, passei a ser chamado com regularidade de novo. No período de transferências de inverno, não houve questão sobre uma transferência, eu queria ficar e lutar para achar meu lugar.”

Rüdiger tem ainda pouco mais de um ano de contrato com o Chelsea, e a chegada de um treinador alemão pode ajudá-lo em seu objetivo pessoal de prosperar e se estabelecer na equipe titular dos Blues a tempo de conseguir, possivelmente, uma boa renovação.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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