Premier League

Primeiro público da Premier League desde março assistiu a um show de B. Fernandes na virada do Manchester United

A virada não parecia provável. Ao fim do primeiro tempo, o segundo gol do West Ham estava mais próximo do que o empate do Manchester United, mas Bruno Fernandes tinha outros planos. Saiu do banco de reservas e foi essencial para orquestrar a vitória por 3 a 1 no primeiro jogo da Premier League com a presença de torcedores desde março.

Com o fim do segundo lockdown nacional do Reino Unido, o governo deu permissão para que os clubes da Premier League voltassem a receber torcida. Apenas 2.000 pessoas e em cidades em que a pandemia estivesse mais controlada – Londres, Liverpool, Brighton e Southampton. Exatamente metade da tabela poderá receber público a partir deste fim de semana.

Depois de meia hora questionando por que saíram de casa, os torcedores do West Ham começaram a ser recompensados por uma grande atuação do time de David Moyes – e de Pablo Fornales. Ele apareceu na segunda trave para cabecear na rede pelo lado de fora e depois deu um biquinho no poste.

O Manchester United mal havia chegado. Uma batida de fora da área de Pogba, em cima de Fabianski, foi o mais próximo de chance de gol que teve quando Rice desviou escanteio na primeira trave e Tomas Soucek apareceu na segunda para abrir o placar.

Dois minutos depois, o West Ham quase dobrou a sua vantagem. É impressionante o que aconteceu com Sébastien Haller, um excepcional atacante no Eintracht Frankfurt. No West Ham… bem, ele foi lançado por Fornals, avançou livre, driblou Dean Henderson, mas perdeu um pouco o equilíbrio. Parou a bola para tentar bater de perna direita e aí perdeu de vez o equilíbrio. Caiu constrangedoramente no chão.

O West Ham seguiu perigoso imediatamente depois do intervalo. Haller abriu na direita com Vladimir Coufal, cujo cruzamento rasteiro à segunda trave encontrou Bowen, que até se esticou para tentar completar, mas mandou para fora.

A marca da ressurreição do United foi uma batida forte de Harry Maguire de fora da área. Fabianski defendeu sem problemas a quarta finalização dos visitantes na partida, nenhuma delas muito perigosa, mas começaria a ter muito mais dificuldade nos minutos seguintes.

Solskjaer havia colocado Rashford e Bruno Fernandes no intervalo. McTominay teve uma boa chance que mandou para fora. Aos 15 minutos, Rashford recebeu pela esquerda, deu um bom drible, embora um pouco longo, e ganhou o escanteio na hora de cruzar rasteiro.

Aos 20, Henderson deu um lançamento rente à linha lateral para Fernandes. Ele dominou, levou para o meio e rolou para um bonito chute de primeira de Pogba que empatou a partida. Dois minutos depois, o meia português deixou de calcanhar para Alex Telles, que cruzou para Mason Greenwood.

Greenwood será um grande atacante. A maneira como ele dominou o cruzamento de Telles, girou e emendou um chute forte de perna esquerda para virar o jogo foi coisa de quem sabe o que está fazendo.

Fernandes ainda deu um passe rasteiro perfeito para Rashford, que entrou na área e bateu rasteiro, na trave. A segunda chance o garoto não desperdiçou. Fernandes tocou para trás, Mata emendou de primeira e Rashford anotou o terceiro dos Red Devils com um toquinho por cima de Fabianski.

E o West Ham? Depois de assistir ao show de Fernandes, decidiu reagir um pouco e exigiu uma boa defesa de Henderson, em cobrança de falta de Aaron Cresswell, mas foi só isso mesmo.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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