Premier League

Odegaard comanda mais uma atuação potente do Arsenal, que amassa o Bournemouth

Norueguês teve grande partida, assim como Gabriel Jesus, que colaborou com assistência

O jogo tinha pouco menos de 15 minutos e já se sabia o resultado. Ao menos, o vencedor. Quem vem com tudo não cansa, dizia Cazuza. Neste sábado (20), o Arsenal passou o carro no Bournemouth, com alguma folga, pelo placar de 3 a 0, no Vitality Stadium.

É fácil sintetizar o que foi mais uma atuação vibrante deste Arsenal de Mikel Arteta: rapidez na troca de passes, uso inteligente dos espaços e movimentação intensa dentro da área para gerar oportunidades de finalização. Foi com esse embalo que os Gunners abriram caminho para a vitória, contando com a ótima leitura de jogo de Martin Odegaard, capitão e maestro dessa nova fase arsenalista.

O norueguês fez o primeiro, se posicionando muito bem dentro da área para pegar o rebote de uma defesa do goleirão Mark Travers. O relógio marcava apenas cinco minutos e o enxame dos Gunners já havia dado a primeira ferroada nos Cherries. Quando adentrou o minuto 11, Odegaard apareceu de novo para marcar, agora com uma assistência meio sem querer de Gabriel Jesus, que ia bater no gol, mas viu o colega em melhor posição corporal para o chute. Tudo fluiu com uma jogada de linha de fundo de Ben White, que apareceu bastante no ataque.

Era irresistível ver o Arsenal jogar e martelar o Bournemouth, o que gerou a sensação de que seria uma goleada histórica. Até o intervalo, só deu o time de Arteta, que satisfeito com a vantagem, soube dosar sua energia gasta e tirou o pé para dominar o adversário sem exagerar no desempenho físico. E aí vale falar de Gabriel Jesus, que cada vez mais parece à vontade no Arsenal, entrosado, desinibido e letal. Muitas jogadas começam com o camisa 9, que vai passando pela defesa adversária com a bola grudada ao pé. Jesus poderia ter marcado o seu gol hoje, na segunda etapa. Mas por alguns centímetros, seu ombro estava à frente da linha da defesa, resultando em anulação do lance. Foi o cancelamento de um gol por cobertura que teria viralizado rapidamente na internet.

Nem parece que os Gunners tinham um adversário do outro lado. O coletivo de luxo, porém, foi interrompido após a volta do intervalo e algumas mudanças precisas de Scott Parker para dar mais segurança defensiva ao Bournemouth. A sangria não foi estancada e, após sobra de uma bola parada, aos nove minutos da etapa complementar, William Saliba se colocou no bico da área para marcar um golaço, com um chute felicíssimo no alto da meta de Travers.

Até houve algum momento em que os Cherries ameaçaram o gol de Aaron Ramsdale, mas não seria hoje que o arqueiro formado no modesto clube iria ceder. O Arsenal, senhor da partida, administrou sabiamente a vantagem e, apesar de tirar o pé, poderia facilmente ter ampliado a vantagem, como no gol anulado de Jesus. O camisa 9 ainda perdeu uma chance excelente nos minutos finais, sendo barrado por Travers, com os pés.

Três pontos, três gols, três vitórias. O Arsenal terminará o sábado na ponta da tabela, com 100% de aproveitamento, e melhor que isso: jogando um futebol atraente que remete aos seus grandes tempos. Estar vacinado enquanto arsenalista é saborear o que se vê, mas sem colocar expectativas surreais no desempenho e nos resultados do time. Quem conhece, sabe que só é apropriado comemorar qualquer coisa lá para a 36ª rodada, se não depois. Por ora, Arteta conseguiu extrair o melhor material possível de seu elenco, resta saber se ele consegue manter a toada até os primeiros momentos de decisão.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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