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O Manchester United segue sem empolgar, mas avançou às semifinais da FA Cup

O Manchester United passou os últimos dias mergulhado em desânimo. A eliminação para o Sevilla na Liga dos Campeões, de maneira impotente, minou o principal objetivo do clube nesta reta final de temporada. Resta a Copa da Inglaterra, histórica, mas sem a importância que os altos investimentos dos Red Devils exigem. E que o time tenha avançado às semifinais, nem assim convenceu, com uma pouco empolgante vitória sobre o Brighton. Os visitantes ameaçaram um bocado em Old Trafford, arrematando o dobro de vezes. Ao final, pelo menos, prevaleceu o triunfo dos mancunianos por 2 a 0, com o protagonismo de dois homens de confiança de José Mourinho.

O United escalou uma equipe com cinco mudanças em relação ao tropeço com o Sevilla, deixando inclusive Alexis Sánchez no banco. Chris Smalling chegou a acertar a trave de Tim Krul, mas o Brighton também incomodava, em uma noite sem tantas ideias dos Red Devils. A tranquilidade, ao menos, veio aos 37 minutos. Nemanja Matic cruzou e Romelu Lukaku completou de cabeça. Já no segundo tempo, a iniciativa era toda dos visitantes, ainda que o time de José Mourinho controlasse a posse. Faltava um pouco mais de pontaria, o que não foi problema aos anfitriões. A primeira e única finalização dos mancunianos na etapa complementar aconteceu aos 38 minutos. Para as redes, em bola levantada por Ashley Young que o próprio Matic escorou.

Por mais que José Mourinho defenda com unhas e dentes o seu trabalho, a falta de consistência coletiva é evidente. O Manchester United não parece um time, e sim um amontoado de jogadores de renome, desconexos, limitados a um repertório pouco inventivo. Dá certo muitas vezes, mas a falta de qualidade do jogo incomoda, com uma priorização excessiva ao esforço defensivo. E defender não basta quando se é um clube desta grandeza, sobretudo enfrentando um adversário inferior. Ao menos, a Copa da Inglaterra mantém um título no planejamento. Sem Liverpool ou Manchester City no caminho, os Red Devils podem sonhar mais, com Tottenham e Chelsea figurando como principais concorrentes. De qualquer forma, o paliativo não oculta as cobranças.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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