Premier League

O Chelsea teve um trabalho imenso contra o Southampton, mas Timo Werner apareceu como salvador

Apenas com a expulsão de Ward-Prowse é que o Chelsea construiu a vitória, e contou com o papel decisivo de Werner

Depois de duas derrotas de peso na última semana, contra Manchester City e Juventus, o Chelsea se reencontrou com as vitórias. Os Blues receberam o Southampton em Stamford Bridge e demoraram a resolver a partida, num duro confronto que só se abriu após a expulsão de James Ward-Prowse na reta final. O triunfo seria construído, vejam só, com participação decisiva de Timo Werner. O atacante foi um dos mais ativos em campo, mas parava nos milagres de Alex McCarthy e teve mais um tento anulado – desta vez, não por culpa sua. Aos 39 do segundo tempo, contudo, o alemão anotou o gol que ratificou o resultado positivo, o segundo no placar de 3 a 1. Com isso, os londrinos fecham o sábado na liderança provisória da Premier League.

Num começo de jogo intenso, o Chelsea logo conseguiu o seu gol. Timo Werner já tinha parado no goleiro Alex McCarthy, até que as redes balançassem com nove minutos. Após uma cobrança de escanteio, Ruben Loftus-Cheek deu uma casquinha na bola e Trevoh Chalobah mergulhou para completar de peixinho. Os Blues mantinham sua superioridade, embora o Southampton tenha buscado o troco logo depois do tento. A partida seguiria um tanto quanto aberta, com chances para os dois lados. Se de um lado James Ward-Prowse assustava, do outro Loftus-Cheek mandava ao lado da trave.

A partir dos 25 minutos, o domínio do Chelsea voltou a se tornar mais claro. McCarthy impediria o segundo gol, com um milagre diante de Ben Chilwell, que mirou o cantinho. Quando Theo Walcott reapareceu do outro lado, perdoou numa cabeçada para fora. Já a reta final da primeira etapa guardou dois gols anulados dos Blues. Primeiro, Antonio Rüdiger deu grande passe para Romelu Lukaku guardar, mas o centroavante estava ligeiramente adiantado. Já aos 41, seria a vez de Werner completar de cabeça, mas foi anotada uma falta na construção. Thomas Tuchel recebeu amarelo por reclamação.

O segundo tempo até começou favorável ao Chelsea, com McCarthy parando Werner, mas o Southampton tinha uma postura mais agressiva e conseguiu o empate aos 15 minutos. Tino Livramento foi derrubado na área por Chilwell e, na cobrança, Ward-Prowse bateu com categoria. Nathan Redmond ainda ameaçou a virada na sequência, num tiro desviado por Thiago Silva que saiu por cima. Já a resposta dos Blues veio com a entrada de Mason Mount.

Werner continuava esbarrando em McCarthy, que realizou outra defesa surreal contra o alemão aos 27. O atacante chutou no contrapé e o arqueiro conseguiu dar um tapa incrível na bola. Logo depois, Jorginho entrou no jogo. E o meio-campista mudaria os rumos do embate logo de cara. Numa disputa no campo ofensivo, Ward-Prowse acertou a sola da chuteira no tornozelo de Jorginho. O capitão do Southampton recebeu de início o amarelo, mas o árbitro reverteu a decisão com o vermelho. A vantagem essencial abriria o caminho para os londrinos nos 15 minutos finais.

Mason Mount parou em McCarthy, mas o goleiro não teria o que fazer aos 39. Depois de uma grande inversão de Ross Barkley, César Azpilicueta cruzou rasteiro pela direita e Werner apareceu livre para resolver. O abafa se seguiu, com Lukaku perdendo uma chance no mano a mano, até que o terceiro nascesse num bombardeio. Lukaku e Azpilicueta acertaram a trave em lances incríveis, mas Chilwell ainda aproveitou a sobra e mandou para dentro. McCarthy ainda tentou salvar, mas a bola tinha ultrapassado a linha e a tecnologia confirmou o tento. Selou o triunfo.

O Chelsea soma 16 pontos e assume provisoriamente a liderança da Premier League, ainda esperando o que acontecerá com Liverpool e Manchester City no domingo. É uma recuperação importante. O Southampton, apesar da boa apresentação, corre riscos mais uma vez. A equipe soma quatro pontos, sem vencer na nova temporada, e beira a zona de rebaixamento.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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