O Chelsea saiu das vaias para conquistar uma vitória que o garante na Champions

O Chelsea atravessa uma temporada peculiar. O trabalho de Maurizio Sarri empolgou apenas em seu início e as críticas são as mais diversas, desde o comprometimento de alguns jogadores aos dogmas implementados pelo treinador. Ainda assim, os Blues podem colher resultados consideráveis. A final da Liga Europa está na mira, assim como as chances de terminar no G-4 da Premier League se reforçam. De qualquer maneira, a um clube com maciço investimento, sempre se aguarda feitos maiores. E o duelo deste domingo, em Stamford Bridge, foi um exemplo do gosto agridoce que rege os londrinos. Derrotaram o Watford por 3 a 0, mas o placar não traduz o que foi a partida, das vaias no intervalo e aplausos só ao final.
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O primeiro tempo do Chelsea foi atemorizante. O Watford dominou as chances de gol e teve muito mais iniciativa em busca do resultado, jogando com velocidade e muita agressividade. Aos seis minutos, Kepa Arrizabalaga foi obrigado a fazer uma defesa monumental, possivelmente a mais impressionante desde que chegou aos clube. Operou um milagre para evitar o tento de Troy Deeney, se esticando todo para desviar com a ponta dos dedos a cabeçada no cantinho. E como se não bastasse, N’Golo Kanté se lesionou logo aos dez minutos, substituído por Ruben Loftus-Cheek.
O Watford continuou pilhando chances contra o Chelsea durante a primeira meia hora de jogo. Parecia muito mais pronto e disposto à vitória. Poderia ter feito ao menos um gol, com Deeney, José Holebas e Gerard Deulofeu protagonizando as melhores oportunidades. A poeira só baixou aos Blues pouco antes do intervalo, com Pedro dando um susto aos 42. Nada que evitasse as compreensíveis vaias no Stamford Bridge, em uma atuação tão contrastante entre as duas equipes. A pressão gerou mudanças ao segundo tempo.
Eden Hazard deveria ser um dos mais responsabilizados pela impotência e pela morosidade do Chelsea. Justamente quem, com uma nova atitude, impulsionou a vitória no segundo tempo. Os Blues anotaram dois gols em seis minutos. Dois tentos originados pelo belga. Após exigir uma ótima defesa do goleiro Ben Foster, ele cobrou o escanteio para Ruben Loftus-Cheek mandar às redes. E voltaria a desequilibrar outra vez, em outro escanteio, desta vez na cabeça de David Luiz. O brasileiro fuzilou e deu uma inesperada tranquilidade aos anfitriões.
O jogo mudou completamente a partir de então. O Chelsea era bem mais agudo na construção das jogadas e Ben Foster foi obrigado a trabalhar. E quando o Watford voltava a recobrar seus sentidos, os Blues deram sua estocada final. Enfiada de Pedro para Gonzalo Higuaín sair de frente à meta, tirando do goleiro e anotando o terceiro. Não era mesmo o dia dos Hornets. Do outro lado, os visitantes acertaram o travessão e tiveram um tento bem anulado pela arbitragem. No final, ainda houve tempo para os anfitriões tentarem o quarto. E um momento especial aconteceu quando Gary Cahill entrou em campo. Em sua última temporada pelo clube, o zagueiro recebeu a braçadeira de capitão e os aplausos da torcida.
O Chelsea dá um passo fundamental rumo à Liga dos Campeões. O time assume a terceira colocação, com 71 pontos. Já não pode mais ser alcançado pelo Manchester United. Está um ponto à frente do Tottenham e cinco à frente do Arsenal, que ainda joga neste domingo. A única questão é não vacilar contra o Leicester na última rodada, no Estádio King Power. De qualquer forma, a vaga está praticamente na mão. Já o Watford aparece em décimo, com 50 pontos. A atuação em Stamford Bridge valeu como teste rumo à final da Copa da Inglaterra, contra o Manchester City. Precisarão de muito mais sorte em Wembley.
Atualizado às 14h22
Com o empate do Arsenal diante do Brighton, o Chelsea se garantiu matematicamente na Champions 2019/20.



