Premier League

O Chelsea mostrou as suas credenciais em vitória que coroa melhor sequência com Lampard

A briga pelo título da Premier League ainda está totalmente aberta. Difícil saber quem brigar até o fim pelo caneco, mas o Chelsea mostrou as suas credenciais, neste sábado, com uma excelente exibição para vencer o Leeds, por 3 a 1, e coroar a sua melhor sequência sob o comando de Frank Lampard.

Não são apenas os resultados. Mas também os resultados: na teoria, são 16 jogos de invencibilidade, desde a derrota para o Liverpool, em meados de setembro. O que estraga a sequência foi ter sido eliminado pelo Tottenham na Copa da Liga Inglesa, nos pênaltis, após empate por 1 a 1. Na prática, uma derrota.

Dentro dessa mesma sequência, há um divisor de águas. Após levar o empate por 3 a 3 do Southampton, o capitão Cezar Azpilicueta cobrou em público que a defesa melhorasse e foi atendido. O jogo seguinte foi o primeiro 0 a 0 da carreira de Lampard como treinador do Chelsea, contra o Sevilla. Contando esse jogo, os Blues passaram intactos em oito dos 11 jogos que disputaram.

A vitória contra o Leeds foi a oitava nos últimos nove jogos e impressiona a maneira como ela aconteceu. Apesar de ter sofrido um gol precoce, o Chelsea criou um caminhão de chances, conseguiu mais ou menos limitar as ações do excelente time de Marcelo Bielsa, embora não anulá-lo, e o deixou atordoado com contra-ataques muito rápidos depois de Kurt Zouma marcar o segundo gol.

Logo aos 43 segundos, Thiago Silva lançou direto para Hakim Ziyech dominar e bater de esquerda para defesa de Meslier. Na cobrança do escanteio, Giroud apareceu na primeira trave com uma cabeçada firme que passou muito perto da trave. Pouco depois, porém, Kalvin Phillips encontrou um passe preciso nas costas da defesa, Patrick Bamford ganhou na corrida, driblou o goleiro Mendy e marcou contra o antigo clube – pelo qual nunca disputou sequer uma partida.

O motivo de o Chelsea não ter empatado quase imediatamente ainda não está claro. Mount cobrou outro escanteio venenoso e Giroud desviou novamente na primeira trave. A bola parecia que tomava o caminho correto quando apareceu Werner. Em vez de empurrar às redes, ele dominou a bola, quase em cima da linha. Tentou emendar o voleio, mas Meslier se recuperou e fez uma defesa fenomenal para empurrar a bola ao travessão. A descrição não faz muita justiça ao lance:

Bamford teve outra chance, completando cruzamento da esquerda, e Alioski acertou a trave, em lance que foi anulado por impedimento. Raphinha, pela ponta direita, era o jogador mais perigoso do Leeds. Um erro na saída de bola quase deu um gol de presente a Giroud, mas seu chute de canhota foi para fora. A próxima chance ele não desperdiçaria. Ziyech fez um bom trabalho com os pés, rolou para Reece James e Giroud interceptou o cruzamento rasteiro para empatar.

No segundo tempo, o Leeds assustou com uma jogada ensaiada. Raphinha pegou a cobrança de escanteio de primeira da entrada da área. Liam Cooper conseguiu o corte. O brasileiro ficou com o rebote, mas mandou por cima do travessão. A resposta começou com Kanté, passou por Giroud e terminou à direita, com Werner. Meslier fez a defesa. Werner ficou com o rebote. Meslier fez outra defesa. Kovacic tentou pela terceira vez, e a defesa do Leeds afastou para escanteio.

Sem tempo de respirar. A precisão dos escanteios de Mount se pagou com o gol da virada, aos 15 minutos da etapa final. Cruzamento alto, Zouma subiu bem e cabeceou com firmeza. E aí, ficou difícil segurar a velocidade do Chelsea no contra-ataque. São simplesmente muitos jogadores excelentes e rápidos para caramba.

Mount arrancou pela esquerda e cruzou a área para Werner, que bateu em cima de Meslier. Embora tenha perdido gols demais para um atacante do seu calibre, ele foi um terror aberto pela ponta direita. Aos 42 minutos, aproveitou o erro de domínio de Stuart Dallas, arrancou e deixou para Abraham bater rasteiro com perigo. Nos acréscimos, recebeu de Kovacic, engatou novamente a quinta marcha e cruzou rasteiro para Pulisic fazer o terceiro.

A liderança, com um jogo a mais do que Tottenham e Liverpool, é meramente simbólica neste momento em que nem um terço da Premier League foi disputada. Mais relevante para sua candidatura ao título foi a atuação impressionante do Chelsea contra um ótimo adversário.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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