Premier League

Num jogo de altíssimo nível, o Leeds United fez mais uma vítima e derrotou o Tottenham em Elland Road

O Tottenham teve suas chances, mas a superioridade do Leeds foi indiscutível e poderia ter gerado um placar maior

O Tottenham começou a rodada da Premier League se permitindo sonhar, com a derrota do Leicester na sexta-feira. Os Spurs, no entanto, tinham uma missão dura na visita a Elland Road. E o Leeds United adicionou mais uma grande vitória à empolgante temporada de reestreia na primeira divisão. Foi um jogaço ao longo dos 90 minutos, e os Spurs tiveram suas chances. Contudo, a dinâmica dos Whites esteve expressa e garantiu a superioridade. O triunfo por 3 a 1 acabou confirmado no fim, mas dá para dizer que o saldo poderia ter sido maior, não fossem as defesas de Lloris. Apesar das oscilações em certos momentos da campanha, este jogo foi outro ponto alto do time dirigido por Marcelo Bielsa.

O Leeds United precisou de poucos minutos em Elland Road para mostrar que poderia vencer. Logo aos sete, Patrick Bamford forçaria a primeira grande defesa de Hugo Lloris. A pressão dos Whites não cessava, até render o primeiro gol aos 13 minutos. Depois de um cruzamento de Jack Harrison, Sergio Reguillón quase marcou contra. Lloris até defendeu, mas Stuart Dallas marcou no rebote. O Tottenham, pelo menos, também deu sinal de vida na sequência. Passou a criar suas próprias oportunidades, arrancando o empate aos 25.

Com moral sob as ordens de Ryan Mason, Dele Alli assinou uma jogadaça. Carregou no contra-ataque, encarou a marcação e deu um passe açucarado para Son Heung-min. Diante do goleiro Ilan Meslier, o sul-coreano bateu por baixo e fez. Era um primeiro tempo totalmente aberto. O Leeds não tinha se abalado e Harrison logo forçaria outra intervenção difícil de Lloris. De qualquer maneira, os Spurs ficaram com o gosto da virada na boca, por um gol de Harry Kane anulado após impedimento. Mas, aos 42, a superioridade dos Whites ficou provada com o segundo tento. Em outra boa jogada de Harrison pela esquerda, Ezgjan Alioski chegou a linha de fundo e entregou o presente para Bamford concluir.

O segundo tempo não veria a mesma profusão de gols, mas continuou bastante animado. O Tottenham tomou a iniciativa e chegou a ter outro gol anulado por impedimento. Enquanto isso, o Leeds apostava mais nos contragolpes, inclusive com a entrada de Raphinha. Os Spurs tinham mais presença ofensiva, com Harry Kane e Son mandando para fora. Quando os Whites conseguiram responder, aos 18, Lloris seria outra vez decisivo para barrar Mateusz Klich. O duelo, ainda assim, pendia ao empate dos londrinos. A pressão se tornou maior por volta dos 25 minutos. Meslier tinha mais trabalho, salvando um chute venenoso de Serge Aurier, e Kane chegou a carimbar o travessão em uma cobrança de falta.

Na reta final, o jogo parecia suficientemente aberto. O Tottenham pararia em outra ótima defesa de Meslier, desviando a tentativa de Lamela com as pernas, mas os Leeds também crescia. As alterações de Marcelo Bielsa surtiram efeito, com os contragolpes fluindo. E seriam dois substitutos que selariam o resultado. Rodrigo tinha entrado no lugar de Bamford pouco antes e anotou o terceiro, aos 34. Raphinha recebeu com muito espaço na esquerda e, com a área aberta, só rolou para o companheiro definir. Neste momento, os Spurs jogaram a toalha e o quarto gol dos anfitriões até parecia mais provável. Lloris evitou o pior, espalmando uma batida de Dallas.

O Leeds ocupa provisoriamente a nona colocação da Premier League. Chega aos 50 pontos, ultrapassando Arsenal e Aston Villa. São 15 vitórias dos Whites nesta campanha, mesmo número que o Liverpool – à frente por ter mais empates. Já o Tottenham fica no sexto lugar e pode ser ultrapassado pelos Reds. Os Spurs somam 56 pontos, ainda a cinco de alcançarem o Chelsea, o quarto colocado na classificação. Foi uma chance desperdiçada, pensando na briga pelo G-4.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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