Premier League

Num jogo aberto em Londres, o Aston Villa equilibrou, mas o Tottenham voltou a vencer graças a Son

O Aston Villa teve momentos de domínio e buscou o empate, mas o Tottenham encerrou a série negativa na Premier League

O Tottenham vinha pressionado na Premier League, depois de três derrotas consecutivas, incluindo o baile sofrido contra o Arsenal. Os Spurs até venceram na Conference League, mas dependiam de uma resposta no Campeonato Inglês e conseguiram um triunfo duro contra o Aston Villa neste domingo. Os visitantes tiveram momentos superiores em Londres e buscaram o empate no segundo tempo. Contudo, a qualidade individual também pesou para a equipe de Nuno Espírito Santo. Son Heung-min fez a diferença, com duas assistências, especialmente na jogadaça que valeu o triunfo por 2 a 1.

Após um início positivo do Aston Villa, que pressionou os anfitriões pelo gol durante os primeiros dez minutos, aos poucos o Tottenham começou a se soltar. A melhora da equipe era visível, com mais movimentação no ataque e algumas boas chegadas. Harry Kane, inclusive, quase marcou uma pintura do meio do campo ao tentar surpreender Emiliano Martínez, que fez a defesa. E os Spurs corresponderam com o primeiro gol aos 27 minutos, numa ótima trama. Son Heung-min também era importante por seus passes e encontrou Pierre-Emile Hojbjerg livre na entrada da área, com muito espaço para definir às redes.

O fim do primeiro tempo já guardou a recuperação do Aston Villa, que retomou a postura propositiva dos primeiros minutos e rondou a área do Tottenham. A melhor chance veio aos 43, num lindo chute de McGinn que passou perto da meta. Já na volta ao segundo tempo, os Villans de novo ameaçaram, com a defesa londrina conseguindo sobreviver. Era uma partida aberta, com Tyrone Mings salvando ainda uma tentativa de Emerson Royal quase em cima da linha. Emi Martínez também seria chamado ao trabalho, para evitar o gol de Son em jogada individual, bloqueando o tiro quase nos pés do sul-coreano.

Num duelo suficientemente aberto, o Aston Villa voltou a crescer até conseguir o empate, aos 22. Os visitantes trocaram passes com muita qualidade, até Matt Targett mirar o cruzamento rasteiro rumo à pequena área e Ollie Watkins entrar batendo às redes. Pelo menos o Tottenham não passou tanto tempo atrás no marcador, com o segundo aos 26. Son fez uma jogadaça pela esquerda e, após deixar tonta a marcação, centrou para Lucas Moura escorar, mas Targett chegou antes e marcou contra.

O gol não abalou os Villans, que seguiam ameaçando Hugo Lloris. O goleiro faria boas intervenções, inclusive ao encaixar um chute perigoso de Danny Ings. Mas não que os visitantes dominassem o jogo, com os avanços em velocidade dos londrinos podendo render o terceiro. Essa qualidade ofensiva do Tottenham pesou na reta final e encurralou o Villa, com chances perdidas pelos anfitriões, mas também com o tempo correndo até o apito final. Vitória suada, mas merecida.

O Tottenham se recupera na tabela, mas nada suficiente para voltar ao G-4. A equipe chega aos 12 pontos, a dois da zona de classificação à Champions, no oitavo lugar. Já o Aston Villa é o décimo, com dez pontos, encerrando a sequência recente de duas vitórias.

Nos outros jogos do horário, o Brentford conseguiu uma milagrosa vitória sobre o West Ham no Estádio Olímpico de Londres, por 2 a 1. Bryan Mbeumo abriu o placar para os visitantes e Jarrod Bowen buscou o empate aos Hammers, mas Yoane Wissa buscou o triunfo aos 49 do segundo tempo. Os recém-promovidos chegam ao sétimo lugar, com 12 pontos, ultrapassando inclusive a equipe de David Moyes, com 11. Já o Leicester segue como decepção, ao abrir dois gols de vantagem e ceder o empate por 2 a 2 contra o Crystal Palace em Selhurst Park. Kelechi Iheanacho e Jamie Vardy marcaram no primeiro tempo para as Raposas, mas as Águias igualaram com Michael Olise e Jeffrey Schlupp. Para piorar, Vardy se lesionou na reta final. O Leicester tem oito pontos, um a mais que o Palace.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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