O Everton deu um importante primeiro passo em seus planos de construir um novo estádio. Nesta terça-feira, o City Council, uma espécie de câmara municipal local, deu permissão ao clube para o planejamento de sua nova casa. Ainda restam outras etapas de escrutínio, mas, se tudo der certo, as obras poderiam começar entre a primavera e o início do verão na Inglaterra, entre março e julho, aproximadamente.

Após aprovação no conselho local, o projeto agora será analisado pelo gabinete do secretário de Estado de Habitação, Comunidades e Governo Local, Robert Jenrick, em etapa com um prazo inicial de 21 dias. Se não houver objeções por parte de Jenrick ou algum pedido de maior análise em instâncias superiores do governo, o projeto estaria liberado para iniciar seus trabalhos.

Ao longo dos últimos anos, em busca de um canto para abrigar seu novo estádio, o Everton estudou 52 locais diferentes até chegar à Doca Bramley-Moore. se trata de um local com construção protegida por lei, parte de um Patrimônio , o processo não tem sido exatamente simples. O projeto chegou a enfrentar objeções da ICOMOS, instituição de preservação do patrimônio, em da Unesco, e de órgãos como a Victorian Society, instituição de caridade que é autoridade em arquitetura vitoriana e eduardiana e precisa ser consultada sobre alterações em construções protegidas por lei.

Neste sentido, o relatório do governo local divulgado nesta terça-feira advoga em defesa do projeto, afirmando que o estádio poderia trazer benefícios patrimoniais ao “melhorar bens patrimoniais degradados no local e o acesso ao Patrimônio Mundial”.

O Everton defende que seu novo estádio poderá ter um papel importante na retomada econômica de Liverpool após a pandemia, com o estádio e o plano de renovação do local gerando, supostamente, uma injeção de £ 1,3 bilhão na economia local.

O futuro estádio é chamado atualmente de Bramley-Moore Dock Stadium e deverá ter capacidade para 52.888 pessoas. A ideia dos Toffees é poder estrear em sua nova casa no início da temporada 2024/25.