Premier League

No “Fergie Time”, Manchester United vence Arsenal na despedida de Wenger

Uma vitória nos acréscimos do Manchester United sobre o Arsenal marcou o último jogo de Arsène Wenger no estádio Old Trafford. Em um jogo entediante, com o Arsenal recheado de reservas, poupando jogadores para a liga Europa, o Manchester United teve problemas para se impor. A vitória veio de maneira dramática, em um jogo que não merecia mais do que um empate sem graça. No fim, uma vitória como o Manchester United tem conseguido constantemente: na marra.

Antes do jogo, o técnico Arsène Wenger recebeu uma homenagem do Manchester United. O lendário treinador Alex Ferguson, que foi seu rival por tantos anos, lhe deu um troféu por serviços prestados. A imagem foi muito legal e mostrou um enorme respeito da instituição pelo treinador, que marcou época na Premier League.

Curiosamente, a vitória do Manchester United fez com que José Mourinho seja o primeiro técnico do clube a vencer os dois jogos na temporada sobre o Arsenal de Wenger desde Alex Ferguson.

O Manchester United não tem muito pelo que jogar, apenas para garantir a presença nos quatro primeiros e, em um segundo objetivo, ser o segundo colocado. O tropeço do Liverpool no sábado facilitou a tarefa dos Red Devils. Mesmo assim, o United fez uma partida bastante sem graça, como tem sido constante na Premier League.

O primeiro gol foi marcado aos 16 minutos. Pogba fez uma boa jogada individual, abriu para Lukaku, que cruzou para Alexis Sánchez. O atacante deu um peixinho, que Bellerín desviou, a bola bateu na trave e sobrou para Pogba completar para o gol: 1 a 0. O time de Mourinho dominava a posse de bola e o jogo, mas sem criar chances de gol. Ou seja: nada de muito novo para o que o time tem apresentado nesta temporada.

O jogo não teve grandes momentos, mas o empate veio no segundo tempo. Henrikh Mkhitaryan marcou aos seis minutos da etapa final, em um chute cruzado, no canto do goleiro David De Gea. Foi a ativação da constante Lei do Ex. O empate por 1 a 1 poderia soar como injusto em um jogo que um time tem 70% de posse de bola, mas na verdade o United criou muito pouco. Tanto que Mourinho usou uma arma bastante recorrente desses momentos: levou a campo Marouane Fellaini.

Fellaini veio a campo junto com Anthony Martial aos 19 minutos do segundo tempo, quando Mourinho tirou Ander Herrera e Jesse Lingard. O time não era muito fluido no seu jogo, mas ganhou a opção de jogo aéreo. E foi assim que o time marcou, com Marcus Rashford, depois de um desvio de Fellaini de cabeça. Só que o gol foi corretamente anulado por impedimento.

O jogo caminhava para o empate, que seria justo pelo que os dois times jogavam. O Arsenal tinha equilibrado um pouco o jogo e, mesmo com um time de muitos jogadores jovens, ainda conseguia chegar vez por outra ao ataque com algum perigo. Nada excepcional, mas o time ao menos já disputava mais a posse da bola.

O que acabou acontecendo foi uma jogada aérea. Em um cruzamento de Ashley Young, Fellaini cabeceou todo torto, com o topo da cabeça, e viu a bola entrar: 2 a 1, aos 46 minutos do segundo tempo. O gol decisivo do jogo, saído nos acréscimos. Uma vitória que coloca o Manchester United na próxima Champions League. O time chega a 77 pontos, abrindo uma distância de 11 pontos para o Chelsea, quinto colocado. Como restam apenas nove pontos em disputa, o time está garantido entre os quatro primeiros. O time ainda fica mais perto de ser o vice-campeão, já que o Liverpool, terceiro, tem 72 pontos e o Tottenham, quarto, tem 68.

https://youtu.be/X_SiHMqp9Cg

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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