No dérbi em Houston, Rashford e Lukaku atormentaram o City, que viu Ederson falhar na estreia

Um clássico mancuniano em Houston. Na noite desta quinta, Manchester United e Manchester City disputaram o primeiro dérbi de sua história fora da Inglaterra. Um jogo que acabou sendo muito mais digesto para os Red Devils, e não apenas pela vitória por 2 a 0. O time de José Mourinho poderia até ter goleado, especialmente pela combinação letal entre Romelu Lukaku e Marcus Rashford na linha de frente. Enquanto isso, por mais que tenham usado vários garotos, os Citizens estiveram distantes de agradar. O goleiro Ederson, em sua estreia no novo clube, já precisou lidar com as primeiras críticas na imprensa inglesa.
Por mais que fosse um amistoso, a vontade de ambos os times para vencer o clássico era evidente, inclusive com jogadas mais firmes. Na bola, porém, a superioridade do United prevaleceu. Os Red Devils abriram o placar aos 37 minutos, a partir de um lançamento de Pogba. Ederson saiu pessimamente para tentar interceptar fora da área e deixou o caminho livre para Lukaku marcar. Dois minutos depois, o segundo tento viria a partir de uma nova jogada em velocidade, com Rashford tocando por baixo do arqueiro para ampliar. E, no segundo tempo, as melhores chances seguiram com o time de José Mourinho. Rashford quase anotou um golaço por cobertura, enquanto Lukaku acertou a trave e teve um gol anulado, após defesa tripla de Ederson em lance que seria paralisado por impedimento.
É apenas o primeiro jogo de Ederson. Todavia, a impressão inicial lembrou mais o Claudio Bravo da temporada passada do que o goleiro que chegou referendado do Benfica. Até pelo preço, a pressão sobre o brasileiro será grande. Talento ele tem, assim como potencial para evoluir mais. E a maturidade será fundamental para superar este clássico ruim, firmando-se como o novo dono da meta do City. Além dele, Kyle Walker também fez sua primeira partida pelo novo clube, mais elogiado.
O grande assunto do clássico forasteiro, de qualquer forma, é a parceria entre Lukaku e Rashford. A presença do belga no comando de ataque não impede o adolescente de ser deslocado pela ponta, assim como ambos podem se combinar na linha de frente. Desta maneira, oferecem energia, intensidade e qualidade técnica. Pelo que apresentaram em Houston, podem ser um tormento constante às linhas defensivas da Premier League. E com idades que permitem imaginar uma dupla de longa duração em Old Trafford. A primeira amostra aumenta as expectativas.



