Premier League

Newcastle lutou até o último minuto e frustrou o Liverpool com um empate nos acréscimos

Com um time ofensivo, Liverpool arrancou um gol no começo e perdeu muitas chances, não marcou e, no final, tomou o gol de empate já aos 50 minutos

Liverpool e Newcastle fizeram um jogo muito animado neste sábado, em Anfield Road. O placar de 1 a 1 pode indicar uma partida sem muita graça da Premier League, mas foi o contrário disso. Com um gol logo no começo, o Liverpool saiu na frente e dominou a partida. Perdeu muitos gols, não conseguiu matar o jogo os Magpies foram corajosos, partiram para cima e, sem desistir até o final, conseguiram o gol de empate de forma dramática, quando o cronômetro já marcava 50 minutos do segundo tempo.

Jürgen Klopp escalou o time com Fabinho na zaga ao lado de Ozan Kabak. No meio-campo, Georginio Wijnaldum e Thiago formaram a dupla central. O ataque foi formado por quatro jogadores: Salah inicialmente pela direita, Diogo Jota e Roberto Firmino se revezando pelo meio entre centroavante e jogador que recua para armar, e Sadio Mané pela esquerda.

O esquema ofensivo deu resultado rapidamente. Logo a três minutos, Sadio Mané fez a jogada pela esquerda, cruzou para a área, a bola sobrou para Mohammed Salah, que girou rápido e soltou uma bomba pelo alto para marcar 1 a 0.

Depois de duas boas jogadas seguidas, o Newcastle chegou a empatar. Depois de uma defesa de Alisson em finalização de Sean Longstaff e mandou para escanteio. Na cobrança, após um rebote de fora da área, Shelvey cabeceou para as redes, mas estava impedido. O gol foi corretamente anulado.

O jogo foi ficando animado. Sadio Mané, em finalização de esquerda que foi para fora, perdeu boa chance. Depois, Roberto Firmino roubou uma bola na risca de meio-campo, na lateral, e colocou pelo alto para Salah. O atacante finalizou de esquerda, mas foi em cima do goleiro Martin Dubravka.

O Newcastle tentava encaixar contra-ataques, mas acabava parado pelo Liverpool antes de chegar ao goleiro Alisson. Do outro lado, porém, o Liverpool criava chances, mas as desperdiçava. Dominando a partida ofensivamente, o time de Klopp não conseguia marcar o segundo gol, o que deixou o jogo pendurado.

A história do segundo tempo manteve tudo que vimos no primeiro. Mais uma vez, o Liverpool chegava com frequência ao ataque, finalizava muito – no total foram 22 no jogo, com nove delas no gol –, mas faltava marcar. E os gols fariam falta.

Porque o Newcastle percebeu que o jogo estava aberto e poderia tentar algo. O técnico Steve Bruce foi mudando o time. Primeiro, aos 15 minutos, colocou Callum Wilson no lugar do brasileiro Joelinton. Depois, Joseph Willock no lugar de Ciaran Clark, desmontando a linha de cinco na defesa. Por fim, colocou Dwight Gayle no lugar de Miguel Almirón e montou uma linha de três atacantes para partir para cima. Esta última alteração foi já aos 40 minutos.

Aos 46 minutos de jogo, o Liverpool teve um grande susto. Callum Wilson recebeu nas costas da defesa, avançou, chutou, a bola bateu em Alisson, bateu no próprio atacante e sobrou ali pipocando para Wilson empurrar para o fundo da rede. Seria o gol de empate, mas foi anulado por um toque no braço do atacante quando a bola reate de Alisson. Frustração no time de Steve Bruce.

Só que o jogo ainda não tinha acabado. Mais uma vez, o Newcastle chegou e desta vez não houve o que pudesse impedir. Eram já 49 minutos quando Dwight Gayle recebeu pela direita, tocou para o meio e Joseph Willock finalizou no canto, pegando Alisson no contrapé e bnço as redes: 1 a 1. Muita comemoração no banco dos Magpies, que arrancavam um ponto em Anfield.

O resultado é muito ruim para o Liverpool, que se mantém em sexto lugar na tabela, com 54 pontos, um a menos que Chelsea e West Ham, que se enfrentam nesta rodada. Era a chance de tomar a posição de um desses clubes – talvez dos dois, se houvesse um empate. Já o Newcastle ganha um ponto que o afasta mais da zona de rebaixamento. Com 36 pontos, já está a nove do Fulham, 18º e na primeira posição de rebaixamento. Com cinco jogos por disputar, a situação é confortável para o time de Steve Bruce.

 

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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