Premier League

Newcastle derrota o Arsenal, que agora depende do Norwich para chegar à Champions League

O Arsenal chegará à última rodada da Premier League fora da zona de classificação e precisa que o Norwich derrote o Tottenham no próximo domingo

O Arsenal passou a maior parte do segundo turno do Campeonato Inglês em quarto lugar, em certos momentos com jogos a menos para abrir vantagem, mas deve deixar a vaga na Champions League escapar para o rival Tottenham, após perder para o Newcastle nesta segunda-feira, por 2 a 0, no St. James Park pela penúltima rodada da Premier League.

Após ganhar o dérbi do norte de Londres na última quinta-feira e vencer o Burnley no último domingo, o Tottenham havia assumido o quarto lugar. O Arsenal precisava ganhar do Newcastle, sem objetivos palpáveis para perseguir nesta reta final, para chegar à última rodada controlando o seu próprio destino. Mas agora terá que torcer por uma combinação de resultados improvável.

Porque além de ganhar do Everton, que pode chegar ao Emirates no fim de semana ainda precisando de pontos para permanecer na Premier League, o Arsenal precisa que o Norwich, lanterna e rebaixado há muito tempo, ganhe do Tottenham no Carrow Road. Nem o empate basta porque os Spurs levam muita vantagem no saldo de gols: 24 x 9.

Toda a gordura dos Gunners foi queimada com quatro derrotas em cinco rodadas entre meados de março e abril, mas ganhou quatro jogos seguidos – inclusive contra adversários difíceis como Chelsea, Manchester United e West Ham – para chegar ao confronto direto contra o Tottenham na última quinta-feira com quatro pontos de vantagem para o segundo colocado.

A derrota por 3 a 0 foi pesada, mas o Arsenal ainda dependia apenas de suas próprias forças para voltar à Champions League pela primeira vez desde 2016/17, mas esse não é mais o caso, e o peso disso ficou claro na postura dos jogadores, sentando no chão abalados ao apito final.

O Arsenal levou um banho do Newcastle no primeiro tempo. Parecia em uma rotação diferente, perdendo a maioria das divididas, sem conseguir manter a posse de bola, com pouco escape ao ataque. Para a sua sorte, o domínio dos donos da casa não se traduziu em muitas chances claras de gol. Nos primeiros minutos da etapa, Callum Wilson tinha liberdade se projetando nas costas da defesa. Houve muitos escanteios, e Bruno Guimarães conseguiu criar algumas situações perigosas, geralmente se movimentando pela meia-direita.

O Arsenal basicamente dependeu de Bukayo Saka para ter algum respiro, com boas arrancadas e responsável pela única defesa que Martin Dúbravka precisou fazer. O Newcastle chegou mais próximo de abrir o placar pelos pés de Allan Saint-Maximin. Em uma jogada muito característica, puxou da esquerda para o meio e soltou a perna direita no canto. Aaron Ramsdale caiu para fazer uma grande defesa.

Logo no começo do segundo tempo, aos dez minutos, o Newcastle abriu o placar. Avançou com passes verticais pela esquerda, Joelinton recebeu em velocidade nas costas da defesa e cruzou rasteiro. Wilson estava bem marcado e provavelmente marcaria, mas Ben White se antecipou e desviou contra o próprio patrimônio. O Arsenal acelerou em reação. Mikel Arteta tirou Alexandre Lacazette e Nicolás Pépé do banco de reservas. Mas as principais chances continuaram sendo do Newcastle.

Bruno Guimarães, encurralado na ponta direita, encontrou um passe improvável para Wilson chegar batendo de primeira dentro da área, para fora. Jacob Murphy exigiu defesa de Ramsdale com um forte chute da entrada da área, e Wilson, espertinho, tentou encobrir Ramsdale, após dominar o lançamento de Dúbravka, direto da intermediária e errou por muito pouco.

Aos 40 minutos, Bruno Guimarães foi bloqueado na entrada da área, Longstaff ficou com o rebote e soltou bom passe para Wilson. Ramsdale saiu do gol, conseguiu abafar, mas Guimarães marcou na sobra para completar a noite terrível do Arsenal, agora longe do seu principal objetivo na temporada.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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