Premier League

Merecido, mas injusto? Com um a menos em todo o segundo tempo, Leeds derrota o Manchester City

O Leeds deu apenas duas finalizações para vencer o líder por 2 a 1

“Duas palavras que são difíceis que funcionem ao mesmo tempo”, afirmou Marcelo Bielsa. “Merecemos ganhar, mas o justo era que ganhasse o City. É difícil, mas é o que eu penso”.

O Leeds teve apenas 29% de posse de bola fez dois gols em suas únicas finalizações. Não são números que você imediatamente relaciona a uma vitória de um time de Marcelo Bielsa, nem é como o treinador argentino, o idealista dos idealistas, gosta de ver seu time jogar. Mas, com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, contra o time maias dominante da Inglaterra no momento, não havia muita escapatória.

Stuart Dallas marcou pela segunda vez, nos acréscimos do segundo tempo, para arrancar uma vitória heróica contra o Manchester City neste sábado, por 2 a 1. “Fizemos um esforço muito grande”, continuou Bielsa, “mas é verdade que o City dominou o jogo e teve as melhores opções. Sem um nível alto de agressividade seria difícil diminuir a diferença entre nossa capacidade criativa e a do City”.

Entre jogos contra o Borussia Dortmund pelas quartas de final da Champions League, Guardiola deixou Kyle Walker, Rúben Dias, Rodri, Gündogan, De Bruyne, Phil Foden e Riyad Mahrez no banco de reservas. Começou com Gabriel Jesus no comando de ataque, apoiado por Sterling e Ferrán Torres, com Bernardo Silva no meio-campo e Benjamin Mendy titular pela terceira rodada seguida da Premier League.

O City havia perdido sua longa invencibilidade contra o Manchester United no começo de março, mas emendara mais seis vitórias consecutivas por todas as competições, enquanto o Leeds buscava o terceiro triunfo em sequência pela primeira vez nesta temporada em que retornou à elite do futebol inglês.

Se o jogo do primeiro turno foi um empate por 1 a 1 de alto nível, este pegou para valer apenas no final da etapa inicial quando Hélder Costa ganhou de João Cancelo na ponta esquerda, passou a Patrick Bamford que ajeitou para Stuart Dallas chegar batendo rasteiro. A bola ainda pegou na trave direita de Ederson antes de entrar.

O otimismo do Leeds durou pouco porque Liam Cooper de uma entrada na altura do joelho de Gabriel Jesus, assim que o relógio chegou a 45 minutos, e levou cartão vermelho.

O que já era uma situação de ataque contra defesa se intensificou. O City subiu de 63% de posse de bola para 78% e bateu 18 vezes a gol apenas no segundo tempo. Mas não foi um bom sinal que alguns desses chutes foram do zagueiro John Stones, um dos mais perigosos anfitriões neste sábado. Para mudar esse panorama, Guardiola colocou Gündogan na vaga de Nathan Aké. Aos 29 minutos, promoveu a segunda troca: Foden na vaga de Mendy.

E o City conseguiu o empate. Fernandinho acionou Bernardo Silva dentro da área. O português teve qualidade para dominar um passe difícil e emendar rapidamente para Ferrán Torres chegar batendo para marcar o seu primeiro gol desde dezembro. Como já havíamos visto esse filme antes, não era tão difícil imaginar que a virada ainda chegaria.

Não veio, apesar do estado de sítio imposto à área do Leeds. E nos acréscimos, Hélder Costa deixou com Alioski pela esquerda, na altura do meio-campo. Alioski deu um bonito passe rasteiro para lançar Dallas, que ganhou de Stones e tocou na saída de Ederson para arrancar uma vitória, nas palavras de Bielsa, merecida, mas injusta. A gente só não sabe ainda exatamente o que isso significa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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